Harry Kane conquista a Bola de Ouro após época histórica no Bayern

Poucos segundos antes de subir ao palco, Kane estava a aplaudir na audiência Alexia Putellas, coroada em 2021 e 2022 e agora com um terceiro prémio da Bola de Ouro para futebol feminino, numa noite memorável para o FC Barcelona.

Outubro 27, 2026

O inglês Harry Kane resistiu hoje à “armada espanhola” e, aos 33 anos, foi “coroado” na Bola de Ouro, prémio da revista France Football para o melhor futebolista da época, superando Yamal e também o francês Kylian Mbappé.

Com a cerimónia da 70.ª edição do prémio a decorrer pela primeira vez em Londres, e fora de Paris, Kane “imitou” o seu compatriota Stanley Matthews, primeiro vencedor em 1956, e levou o galardão para Inglaterra, apesar do domínio espanhol, e do FC Barcelona, em quase todas as outras categorias.

Atrás do avançado do Bayern Munique ficaram Kylian Mbappé, do Real Madrid e no segundo lugar, e Yamal, do FC Barcelona, terceiro, com ambos os jogadores a terem dificuldades em esconder o seu desapontamento no London Palladium, histórica sala de espetáculos da capital inglesa com mais de 100 anos.

Poucos segundos antes de subir ao palco, Kane estava a aplaudir na audiência Alexia Putellas, coroada em 2021 e 2022 e agora com um terceiro prémio da Bola de Ouro para futebol feminino, numa noite memorável para o FC Barcelona.

Antes disso, Yamal já tinha recebido pela terceira vez o prémio para melhor jogador jovem, acabando por desvalorizar a votação e considerar que Pau Cubarsí, seu colega nos “catalães”, seria um justo vencedor, com Vicky López, também do FC Barcelona, a ser eleita, mas do lado feminino.

Se a Bola de Ouro fosse comparável a uns Óscares de Hollywood, o FC Barcelona não teria ganho o prémio de melhor filme, que seria com Yamal, mas acabaria como claro vencedor, e teria numa noite inesquecível, já que ainda recebeu o estatuto de melhor clube feminino, melhor treinador, com Pere Romeu, e melhor guarda-redes, com Cata Coll.

A “desilusão” acabou por ser o Paris Saint-Germain que, apesar de uma temporada histórica, ficou “apenas” pelo estatuto de clube do ano, falhando qualquer galardão a nível individual.

Além do emblema catalão, a Espanha, atual campeã mundial e europeia masculina, reforçou o seu domínio na gala de prémios, com Luís de la Funte, selecionador da “la roja”, a vencer o prémio de melhor treinador, precisamente contra seus compatriotas, como Luís Enrique, seu antecessor no cargo e bicampeão europeu com o Paris Saint-Germain, e Mikel Arteta, campeão com o Arsenal e finalista da “Champions”.

Pela primeira vez na baliza, com o cabo-verdiano Vozinha na corrida, um guarda-redes espanhol venceu o galardão, com Unai Simon a levantar o troféu.

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