Câmara do Porto estuda passar Museu das Convergências do Matadouro para avenida da Ponte

O anúncio foi feito pelo autarca do Porto, Pedro Duarte, na reunião do executivo.

Setembro 8, 2026

A Câmara do Porto está a repensar a localização do Museu das Convergências, que estava projetado para o Matadouro — Centro Cultural do Porto e que poderá passar para a futura avenida da Ponte, foi esta terça-feira revelado.

“Aquilo que nos impõe repensar em si é a localização do Museu das Convergências, que está previsto para aquela infraestrutura [Matadouro] (…). Temos vindo a trabalhar com todas as entidades envolvidas e a nossa intenção é relocalizar o museu passando o mesmo a integrar aquilo que é o projeto da avenida da Ponte, que é um projeto antigo (…) mas que sofreu um avanço significativo no final do mandato anterior”, anunciou o presidente da autarquia, Pedro Duarte, que ressalvou que ainda não está “nada fechado” e que este assunto será discutido, futuramente, em reunião de executivo.

O autarca partilhou que o município desafiou o arquiteto Álvaro Siza Vieira, a quem o projeto de loteamento foi entregue em 2025, a rever o projeto e que, “brevemente”, poderão trazer a reunião de executivo o projeto da Avenida da Ponte, para votar que seja colocado em consulta pública.

Pedro Duarte, que falava durante a reunião de executivo desta terça-feira, explicava aos vereadores que têm tentado “acelerar” a obra do Matadouro e trabalhado no reajustar do programa para este espaço cultural, que deverá abrir progressivamente ao longo do ano de 2027.

Em julho de 2025, o então vereador do Urbanismo, Pedro Baganha, e o arquiteto Álvaro Siza apresentaram um projeto de loteamento para a Avenida da Ponte, que previa habitação, edifícios para serviços culturais, um grande jardim, uma praça e um miradouro.

À data, Pedro Baganha relembrou como este se trata de “território e um problema urbano adiados”, na zona da Sé, e que Álvaro Siza Vieira já tinha apresentado projetos em 1968 e em 2001 e que foram “deixados na gaveta”.

A Avenida D. Afonso Henriques, conhecida no Porto por “avenida da Ponte”, liga o tabuleiro superior da Ponte Luís I à Praça de Almeida Garrett, criando uma separação entre a zona da Estação de S. Bento e Sé Catedral.

No final dos anos 40, foram demolidas várias casas para se criar uma ligação rodoviária entre o tabuleiro superior da D. Luís I e a Praça de Almeida Garrett. Vários estudos foram feitos para esta ligação, mas a topografia deste local ia inviabilizando estes desenhos e acabou por se “rasgar” a direito esta zona da cidade, nascendo assim a Avenida Dom Afonso Henriques.

Ao longo dos últimos 70 aos, para preencher o vazio urbano que as demolições deixaram, foram sendo apresentados vários projetos.

A 25 de março de 2025, a empresa municipal Porto Vivo SRU assinou um contrato, de 300 mil euros, com o arquiteto Siza para este elaborar um projeto de loteamento (e respetivos projetos de especialidades) para a avenida da Ponte, depois de este já ter apresentado dois projetos para esta zona da cidade.

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