Para a CDU, a Câmara do Porto deve fazer um “levantamento urgente dos problemas existentes em todas as cantinas escolares do Porto”, reparar ou substituir os equipamentos avariados e reforçar as equipas das cantinas.

A CDU pediu hoje que seja feita uma intervenção urgente das cantinas escolares da cidade do Porto, afirmando que estas estruturas estão a funcionar “sem condições aceitáveis”.
Em comunicado enviado hoje, o grupo municipal avançou ter-se reunido na segunda-feira com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte que lhes sinalizou várias escolas onde há “falta de trabalhadores, equipamentos avariados há meses ou anos, sobrecarga das equipas e degradação das condições de trabalho e de prestação do serviço às crianças e jovens”.
“Foram sinalizadas situações em várias escolas do concelho, envolvendo arcas frigoríficas, fornos, máquinas de lavar loiça, fogões, balanças, fritadeiras, marmitas de sopa e falta de água quente. Em alguns casos, os problemas arrastam-se há mais de um ano, sem resposta adequada”, acrescentam.
Para a CDU, a Câmara do Porto deve fazer um “levantamento urgente dos problemas existentes em todas as cantinas escolares do Porto”, reparar ou substituir os equipamentos avariados e reforçar as equipas das cantinas.
“Mesmo quando o serviço é concessionado, cabe ao município fiscalizar, exigir o cumprimento dos cadernos de encargos, garantir equipamentos em funcionamento, trabalhadores em número suficiente e condições dignas de higiene, segurança e qualidade alimentar”, reclama a CDU.
A 14 de abril, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Similares do Norte denunciou, em frente à Escola EB 2/3 Manoel de Oliveira, no Porto, a falta de condições de funcionamento da cantina escolar e a dirigente sindical Carina Castro afirmou à data existirem problemas similares em outros estabelecimentos de ensino da cidade.
Por essa altura, a funcionária Florinda Mendes, responsável pela confeção das refeições, contou à Lusa que não tinha fogão para cozinhar e confirmou a falta de condições na cozinha, nomeadamente a existência de ratos.
Ainda nesse dia, após uma reunião do executivo municipal, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, afirmou só conhecer um caso de más condições em cantinas escolares, na EB 2/3 Manoel de Oliveira, e que este tinha sido solucionado de imediato, após denúncias deste sindicato, assegurando que o fogão seria substituído nos próximos dias.
A 27 de abril, a autarquia informou ainda, em comunicado, que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou uma ação de fiscalização na cantina da Escola Manoel de Oliveira e que tinha concluído pela “total conformidade do funcionamento do serviço, com zero inconformidades detetadas”.