Cerca de um terço do consumo de bacalhau concentra-se no Natal.

Os portugueses vão pagar mais, este ano, pela ceia de Natal, com os preços do bacalhau e do peru a aumentarem 10,48% e 11,53%, respetivamente, desde o início do ano, segundo dados da DECO enviados à Lusa.
Entre 01 de janeiro e 10 de dezembro deste ano, o preço de um quilograma (kg) de bacalhau graúdo passou de 15,27 euros para 16,87 euros.
Neste período, o preço do bacalhau cresceu 10,48%, ou seja, ficou mais caro em 1,60 euros.
O valor pago pelo bacalhau graúdo sofreu várias oscilações ao longo do último ano, tendo o seu máximo (16,87 euros) sido atingido em 10 de dezembro, enquanto o preço mais baixo (14,70 euros) foi registado no dia 05 de março.
O próximo ano também não deverá trazer boas notícias para os consumidores de bacalhau, uma vez que o Conselho Norueguês das Pescas (NSC) e a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) já anteciparam à Lusa novos agravamentos em 2026, à boleia da redução das quotas.
À semelhança do que aconteceu com o bacalhau, o preço de um kg de perna de peru também cresceu este ano, passando de 5,28 euros para 5,69 euros, verificando-se assim uma subida de 0,59 euros (11,53%).
O valor mais alto da perna de peru foi praticado em 03 de dezembro (5,70 euros) e o mais baixo (5,02 euros) em 06 de agosto.
Já o bife de peru não vai ser uma opção mais económica, uma vez que, a mesma quantidade, aumentou 15,54% ou 1,27 euros entre janeiro e dezembro.
Os dados recolhidos pela DECO, a associação portuguesa para a defesa do consumidor, mostram que, este ano, o preço dos bifes de peru passou de 8,18 euros para 9,46 euros.
Cerca de um terço do consumo de bacalhau concentra-se no Natal
Cerca de um terço do consumo anual de bacalhau concentra-se na época do Natal, com Portugal a manter-se como o principal destino de exportação do bacalhau salgado seco, indicou à Lusa o Conselho Norueguês das Pescas (NSC).
“Por ser uma época de pico de consumo, cerca de 30% do consumo anual de bacalhau concentra-se no Natal”, destacou o NSC, em resposta à Lusa.
No ano passado, o consumo em Portugal fixou-se em cerca de 55.000 toneladas. Cada português consome, em média, cerca de 15 quilogramas (kg) de bacalhau por ano, mantendo-se o país na liderança do consumo.
Portugal permanece igualmente no primeiro lugar dos destinos de exportação de bacalhau salgado seco, com mais de 81.000 toneladas. Acresce ainda o bacalhau salgado verde, que depois é transformado no país.
Entre os mercados relevantes estão ainda Espanha, Itália e Brasil.
“Tal como outros produtos alimentares, o preço do bacalhau teve algumas variações, devido à relação procura/oferta, uma vez que se registou uma redução das quotas de pesca que resultam das políticas de gestão de “stocks” nos mares da Noruega”, apontou.
De acordo com o NSC, empresa pública, que pertence ao Ministério das Pescas da Noruega, uma vez que existe uma menor disponibilidade de bacalhau é esperado que se mantenha uma subida nos preços.
Apesar do preço, o bacalhau continua a ser “um ingrediente base” na gastronomia portuguesa e, por isso, o consumo manteve-se estável.