Na quarta-feira, exatamente 25 anos depois da queda da ponte Hintze Ribeiro, a Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público da empreitada do IC35 entre Rans e Entre-os-Rios, em Penafiel, ligando este concelho a Castelo de Paiva.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa assinalou esta quinta-feira que o avanço do troço que liga Rans a Entre-os-Rios do Itinerário Complementar 35 (IC35) é essencial para reforçar a segurança rodoviária e melhorar as acessibilidades e a mobilidade.
“A concretização do IC35 representa um passo decisivo para reforçar a segurança rodoviária, melhorar as acessibilidades e a mobilidade entre vários concelhos da região, nomeadamente Penafiel, Marco de Canaveses, Castelo de Paiva e Cinfães, criando também uma alternativa à EN106, uma via atualmente marcada por forte tráfego e elevados níveis de sinistralidade”, referiu a CIM, em comunicado.
O IC35 tem sido, ao longo de vários anos, uma das principais prioridades defendidas de forma concertada pelos municípios junto do Governo, apontou.
Segundo a CIM, este investimento é estratégico para a região.
Na quarta-feira, exatamente 25 anos depois da queda da ponte Hintze Ribeiro, a Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público da empreitada do IC35 entre Rans e Entre-os-Rios, em Penafiel, ligando este concelho a Castelo de Paiva.
De acordo com uma publicação feita em Diário da República (DR), em causa estão 89,5 milhões de euros para a segunda fase do IC35 e o contrato tem uma duração de 720 dias, ou seja, praticamente dois anos para execução da empreitada.
Os potenciais interessados na execução da empreitada têm até dia 16 de abril para apresentar uma proposta, e na avaliação de candidaturas o preço tem um fator de ponderação de 80% e a qualidade 20%.
A IP vai tentar antecipar os prazos do arranque da obra do IC35 cuja consignação está prevista para dezembro, disse, na quarta-feira, o presidente da empresa, Miguel Cruz.
“Cuidadosamente, aquilo que nós estamos aqui a dar, como data prevista de consignação, é dezembro de 2026. Nós esperamos, e estamos a dizer isto de uma forma muito transparente, conseguir antecipar este prazo, mas temos que ter em atenção que nós vamos lançar um concurso com uma particular complexidade”, afirmou Miguel Cruz, na cerimónia de lançamento do concurso e apresentação da segunda fase do IC35.
Dos 12 quilómetros previstos desta via de interesse regional que foi considerada prioritária em 2001, após a queda da ponte Hintze Ribeiro, apenas foi construído um quilómetro, entre Penafiel e Rans, faltando fazer o troço que irá lugar Rans a Entre-os-Rios.
O IC35, que liga a autoestrada A4 a Entre-os-Rios sobre o rio Douro, constitui uma alternativa à EN106, que continua a ser a via principal de acesso entre aqueles dois concelhos.
Segundo a autarquia, esta é uma das estradas do país com índices de sinistralidade mais graves, registando nos últimos 20 anos, 639 acidentes, com 14 mortos, 45 feridos graves e 687 feridos ligeiros.
Já a ligação entre o IC35 e a EN106 em Rans, cujo concurso foi lançado em janeiro, vai custar cerca sete milhões de euros.