Cinema Trindade do Porto quer ultrapassar os 100 mil espectadores em 2026

Da programação anunciada esta segunda-feira, há a destacar a semana de celebração do nono aniversário de reabertura de portas — a 05 de fevereiro de 2017 -, depois de 17 anos encerrado.

Janeiro 19, 2026

O Cinema Trindade, no Porto, quer ultrapassar este ano os 100 mil espectadores, com uma programação que incluirá, nos próximos meses, filmes de François Truffaut, Oliver Laxe e obras “made in Porto”, foi esta segunda-feira anunciado.

Num balanço da exibição em 2025, a exibidora Nitrato Filmes, que explora aquele cinema independente, diz que foi “o melhor ano de sempre”, com cerca de 96 mil espectadores, num resultado “em contraciclo com a afluência nos multiplexes”.

Para esta estatística contribuíram “dois fenómenos” do cinema brasileiro: “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, e “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, responsáveis por “várias sessões esgotadas”.

“Num quadro geral verdadeiramente positivo, o aspeto mais diferenciador foi a recuperação da dimensão social do cinema”, sublinha a exibidora em nota de imprensa, propondo-se em 2026 a ultrapassar a barreira das 100 mil entradas.

Da programação anunciada esta segunda-feira, há a destacar a semana de celebração do nono aniversário de reabertura de portas — a 05 de fevereiro de 2017 -, depois de 17 anos encerrado.

Entre 05 e 16 de fevereiro, antecipando uma retrospetiva maior para mais tarde, o Trindade vai exibir cinco filmes do realizador francês François Truffaut, entre os quais “Os quatrocentos golpes” (1959) e “Jules e Jim” (1962).

O filme “Hamnet”, de Chloé Zhao, quatro filmes do espanhol Oliver Laxe e as primeiras obras do argentino Martín Rejtman também fazem parte da programação.

Haverá também a antestreia do último filme de Gus Van Sant, intitulado “Crime em Direto”, e uma sessão especial com o filme “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel.

Para dar visibilidade ao cinema que é feito no Porto, o Trindade acolherá os filmes “Tebas” (2007), de Rodrigo Areias, “O atelier radical de Henrique Silva” (2023), de Emília Simão e Samuel Barbosa, e “Porto da minha infância” (2001), de Manoel de Oliveira.

“Entroncamento”, de Pedro Cabeleira, “Projecto Global”, de Ivo M. Ferreira, e “Terra Vil”, de Luís Campos, são algumas das estreias de cinema português que o Trindade também vai fazer nos próximos meses.

Sob o “chapéu” “Expectativa” 26″, a Nitrato Filmes elenca ainda alguns realizadores “que pela primeira vez vão ter estreia na distribuição nas salas de cinema em Portugal”, como Lois Patiño, com “Ariel”, rodado nos Açores, e “O misterioso olhar do flamingo”, de Diego Céspedes.

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