O distrito do Porto vai estar sob aviso laranja a partir das 12:00, e até às 00:00 de quarta-feira, devido à agitação marítima.

A subida do caudal do rio Leça levou hoje ao encerramento ao trânsito das ruas Gonçalves Lage e das Margaridas, nas freguesias de Águas Santas e Milheirós, respetivamente, revelou a Câmara da Maia.
Num aviso à população divulgado nas redes sociais pelas 10:30, a autarquia do distrito do Porto pede a “adoção de percursos alternativos”, sem especificar quais, e solicita o “cumprimento das indicações de segurança no local”.
A câmara refere que o encerramento ao trânsito é temporário e que “a situação será acompanhada pelos serviços municipais”, pelo que a circulação será “restabelecida assim que estejam garantidas as condições de segurança”.
O distrito do Porto vai estar sob aviso laranja a partir das 12:00, e até às 00:00 de quarta-feira, devido à agitação marítima.
O mesmo aviso laranja está em vigor devido à queda de neve acima de 800/1.000 metros até às 21:00 de terça-feira.
O mau tempo previsto para hoje colocou 14 distritos sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu avisos amarelos apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.
Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes durante a noite de segunda-feira e agitação marítima, que se vai prolongar até quarta-feira, segundo o IPMA.
A neve também é responsável pelos avisos laranja de sete distritos nortenhos: Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco.
Durante a madrugada de segunda-feira, até às 06:00, todo o país poderá ter “períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada”, segundo o IPMA, que emite apenas avisos amarelos para a precipitação.
Segundo o “site” do IPMA, as condições climatéricas vão melhorar na quarta-feira, em especial nas regiões do centro e sul.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.