Em novembro de 2023, o Estado finalizou a venda ao fundo de investimento alemão Mutares da totalidade do capital da Efacec, que tinha sido nacionalizada em 2020 aquando do escândalo “Luanda Leaks”.

O ex-secretário de Estado das Finanças João Nuno Mendes indicou esta terça-feira, no parlamento, que a Efacec prevê vendas de 350 milhões de euros para este ano e estancou as perdas operacionais em 2024.
Em novembro de 2023, o Estado finalizou a venda ao fundo de investimento alemão Mutares da totalidade do capital da Efacec, que tinha sido nacionalizada em 2020 aquando do escândalo “Luanda Leaks”. A empresa era controlada indiretamente por Isabel dos Santos.
“A empresa estancou as perdas operacionais em 2024. Aquilo que a empresa anunciou aos analistas e investidores é que espera ter, em 2026, 350 milhões de euros de vendas e 42 milhões de euros de EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações]”, afirmou o antigo secretário de Estado das Finanças (PS) João Nuno Mendes, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial.
Já para 2027 são esperadas vendas de 450 milhões de euros e um EBITDA de 60 milhões de euros.
Para o antigo governante, estes números permitem ter uma “perspetiva positiva” relativamente ao ressarcimento do Estado.
O antigo governante, que está no parlamento a propósito de um requerimento do PSD, esclareceu que, quando a empresa chegou ao Estado, tinha comunicado não ter dinheiro para os salários, destacando o impacto do “Luanda Leaks” e da pandemia de covid-19.
“A empresa não conseguia pagar a fornecedores […], perdeu “rating”, entrou no Estado sem dinheiro para pagar salários”, insistiu João Nuno Mendes.
Em 2020, no ano em que chegou à esfera do Estado, a Efacec apresentava um EBITDA negativo em 50 milhões de euros e um prejuízo de 73 milhões, segundo os dados avançados pelo ex-secretário de Estado.
A dívida líquida da empresa estava nos 180 milhões de euros.