Espanha, Noruega e Ásia em destaque na 46.ª edição do Fantasporto

A abrir o certame estará “Bakudan”, do japonês Akira Naguai, e o encerramento caberá ao finlandês Arto Halonen com “After Us, The Flood”.

Janeiro 15, 2026

O regresso em força de Espanha, da América Latina e do cinema asiático e uma retrospetiva de cinema norueguês marcam a 46.ª edição do Fantasporto, que decorre de 27 de fevereiro a 08 de março, anunciou a organização.

Entre as novidades está uma retrospetiva dedicada ao cinema norueguês, em colaboração com o Norwegian Film Institute e Film Forbundet, numa iniciativa enquadrada no Belt and Road Alliance, projeto do Festival de Xangai do qual o Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto é membro fundador.

O certame – que arranca a 27 de fevereiro no Cinema Batalha – reúne títulos produzidos entre 2002 e 2025, oferecendo uma visão ampla da cinematografia contemporânea da Noruega, como “Don”t Call Me Mama”, de Nina Knag, “My Uncle Jens”, de Brwa Vahabpour, “Armand”, de Halfdan Ullmann Tondel, “Loveable (Ekskling)”, de Lilja Ingolfsdottir, “Thelma”, de Joachim Trier, “Kitchen Stories”, de Bent Hamer, e “What Will People Say”, de Iram Haq.

Segundo a organização, a edição de 2026 sublinha ainda o “brilhantismo dos cineastas espanhóis”, muitos deles “multipremiados”.

Entre as longas espanholas destacam-se “Luger”, de Bruno Martín, “Bajo Tus Pies”, de Cristian Bernard, “Gaua”, de Paul Urkijo Alijo, “El Susurro”, coprodução com o Uruguai e Argentina realizada por Gustavo Hernández Ibáñez, “No Dejes los Niños Solos”, de Emilio Portes, e “Vacío”, de Javier Cano Larumbe.

Nas “curtas”, o país vizinho também marca presença, com títulos como “Necrosectos”, de Javier Lozano, “Poor Marciano”, de Alex Roy, e um conjunto de curtas de horror galegas, com “Xogo de Nenos”, de Miguel R. Berride, “Mare”, de Guille Vázquez, “Teratoma”, de Jano Pitta, “Sombra do Mar”, de Sergio Pereda, e “In Half”, de Jorge Morais.

Do Oriente chegam obras com particular incidência na República Popular da China e no Japão, onde se destaca o realizador Eiji Uchida, que apresentará no Porto o seu mais recente filme, “Eternals”.

O festival contará com a presença confirmada de realizadores dos Estados Unidos, Austrália, República Popular da China, entre outros.

O cinema português volta também a marcar presença na competição oficial para Prémio de Cinema Português — Melhor Filme 2026 com a longa-metragem “Paramnésia”, de Tiago “Ramon” Santas, e “Cativos”, de Luís Alves, esta última também incluída na Semana dos Realizadores.

A secção portuguesa integra ainda várias curtas-metragens como “Estou Aqui”, de Ana Rita Martins, “Manhã, na Montanha”, de Luís Miranda, “Falling Forward, Slightly”, de Vasco Viana, “Dentro de Mim”, de Daniela Pereira Marques, “Corça”, de Maria Lima, entre outros.

Fora de competição será ainda exibida “Som da Alma”, do realizador Luís Moya.

A abrir o certame estará “Bakudan”, do japonês Akira Naguai, e o encerramento caberá ao finlandês Arto Halonen com “After Us, The Flood”.

Na Semana dos Realizadores, a programação inclui “Wild Nights, Tamed Beasts”, de Wang Tong, “Lopsided” de Tara IIllenberger, “Papa Buka” de Biju Damodaran, e “Don”t Call me Mama”, de Nina Knag, entre outros títulos oriundos da Ásia, África e Europa.

As escolas de cinema portuguesas participam com produções de estudantes de várias instituições, incluindo “Caça”Dor” (ESAP), “Restart” (Soares dos Reis), “Cama de Lavado” (Universidade Católica do Porto), “Limiar” (UBI), “À Venda” (ESMAD), “Imagem Filtrada” (Universidade do Minho) e “Os Terríveis” (Universidade Lusófona de Lisboa).

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