Festival Marés Vivas deixa Gaia e passa a realizar-se em Matosinhos sob o nome Marés 

O anúncio foi feito pelo presidente executivo da PEV Entertainment, promotor do evento.

Fevereiro 4, 2026

O festival Marés Vivas, que acontecia desde 2007 em Vila Nova de Gaia, vai passar a realizar-se na praia do Aterro, em Matosinhos, sob o nome festival Marés, anunciou esta quarta-feira o presidente executivo da PEV Entertainment, promotor do evento.

A PEV Entertainment organizava desde 2007 o festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, onde teve várias localizações, desde a praia do Cabedelo, a antiga seca do bacalhau e, nos últimos quatro anos, o antigo parque campismo da Madalena.

No sábado, o presidente da Câmara de Gaia anunciava que o festival Marés Vivas ia deixar o concelho e que a sua homóloga de Matosinhos manifestou vontade em “negociar” com os promotores daquele evento.

Numa publicação na sua página oficial na rede social Facebook, Luís Filipe Menezes começou por recordar que, durante a campanha eleitoral, afirmou que aquele festival iria ser deslocalizado da freguesia da Madalena para o “interior do município”.

Em conferência de imprensa na Câmara de Matosinhos, o presidente executivo da PEV Entertainment, e promotor do evento, Jorge Lopes, disse que o festival vai acontecer de 17 a 19 de julho, tal como já havia sido anunciado no ano passado.

Os portugueses Da Weasel, que estiveram no festival em 2023, são a primeira confirmação da edição deste ano e vão atuar logo no primeiro dia do evento com orquestra, sob a direção de Rui Massena, avançou.

O concerto terá como novidade a estreia ao vivo de um tema nunca antes apresentado em palco e com arranjos para orquestra criados de raiz para este espetáculo.

Os nomes que compõem o resto do cartaz vão ser anunciados ao longo dos próximos dias, acrescentou.

Jorge Lopes explicou que o novo recinto, junto ao mar, vai manter a lotação de 120 mil pessoas para os três dias, ou seja, 40 mil por dia.

Além disso, o presidente executivo da promotora salientou que vão manter-se os mesmos cinco palcos e a roda gigante, uma das novidades de 2025.

Apesar da nova localização, “o ADN do festival mantém-se inalterado”, ou seja, continua a ser para as famílias, apontou.

O Marés, acrescentou, continua a ser um festival preocupado com a sustentabilidade, a ecologia, a segurança, a mobilidade e as experiências inclusivas.

A PEV Entertainment organizava desde 2007 o festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, onde teve várias localizações, desde a praia do Cabedelo, a antiga seca do bacalhau e, nos últimos quatro anos, o antigo parque de campismo da Madalena.

Sobre a mudança de local, e sem entrar em polémicas, Jorge Lopes explicou que o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, queria relocalizar o recinto para o interior daquele concelho, algo de que a promotora discordou, porque o festival iria perder “o seu ADN”, motivo pelo qual procurou um novo espaço.

Quanto à alteração do nome, designadamente à perda do Vivas, Jorge Lopes explicou que era uma restruturação que a PEV Entertainment já queria fazer há bastante tempo para tornar a marca mais internacional.

“E, este ano, com esta mudança, sentimos que era o momento certo”, especificou.

Por seu lado, a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, contou que quando foi abordada pela promotora do evento para perceber se era possível realizar o festival no concelho falou imediatamente com o homólogo de Gaia e só depois de se assegurar que não havia objeção é que iniciou as conversações.

“Eu quero promover o espírito metropolitano, as regras de boa vizinhança e não gostaria que me fizessem a mim algo que fosse competir na realização de um evento”, salientou.

A autarca, que confessou querer que o festival se torne uma referência no concelho, espera que este venha dinamizar a cidade, nomeadamente a gastronomia e o comércio local.

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