O projeto PITCH, uma iniciativa da Universidade do Porto e da Câmara Municipal do Porto pretende ser uma plataforma de cooperação estratégica para estruturar e projetar o ecossistema de inovação do Grande Porto.

O ministro da Economia garantiu esta sexta-feira que o Governo apoia a candidatura, ao próximo ciclo de fundos europeus, do PITCH, plataforma de cooperação estratégica para o Grande Porto, no valor de 900 milhões de euros.
“O próximo ciclo de fundos europeus vai estar muito centrado na competitividade e na inovação. (…) É muito bom que os principais centros do país, como é o caso do Porto, comecem a preparar projetos de escala e dimensão e de ambição europeia [como é o PITCH], para podermos apresentar candidaturas ao próximo fundo da competitividade que vai ter uma dotação à escala europeia de 400 mil milhões de euros. Nós apoiamos muito esta ideia [do PITCH]. Esta ideia vai no sentido certo, que é de criar espaços de cooperação para a inovação e para a competitividade, formas de ligar o conhecimento com a vida das empresas, a universidade e as empresas, e fazer surgir mais empresas de base tecnológica”, declarou o ministro da Economia, Castro Almeida, aos jornalistas.
O projeto PITCH, uma iniciativa da Universidade do Porto e da Câmara Municipal do Porto apresentada esta sexta-feira no Salão Nobre da Câmara do Porto pelo professor António Fontainha Fernandes, catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pretende ser uma plataforma de cooperação estratégica para estruturar e projetar o ecossistema de inovação do Grande Porto e que tem um orçamento de 900 milhões de euros.
A primeira fase para a criação de um “Hub Central” com um espaço de interface, escritórios, laboratórios, centros de prototipagem, auditórios representa um investimento de 150 milhões de euros. A segunda fase para a “Zona Corporativa” e que terá empresas, multinacionais, centros de inovação, um investimento de 250 milhões de euros de investimento; e a terceira fase que é a “zona de expansão” com “startups”, campus empresariais próprios, 500 milhões de euros.
À margem da assinatura do memorando de entendimento do PITCH, que estabelece um quadro de cooperação estratégica entre a Câmara Municipal do Porto, a Universidade do Porto (U.Porto) e o Instituto Politécnico do Porto – futura Universidade Técnica do Porto – para estruturar e projetar o ecossistema de inovação no Grande Porto, reforçando a articulação entre ciência, indústria e território, e questionado sobre se o governo apoiava a 100% o projeto, Castro Almeida respondeu afirmativamente.
“Apoiamos muito esta ideia. Esta ideia vai no sentido certo, que é de criar espaços de cooperação para a inovação e para a competitividade, formas de ligar o conhecimento com a vida das empresas, a universidade e as empresas, e fazer surgir mais empresas de base tecnológica. São aquelas que têm os melhores rendimentos e que têm os melhores padrões de competitividade. É disto que a Europa precisa e Portugal precisa muito disto. Portanto, o projeto ainda não está feito, neste momento há uma ideia, há um estudo prévio, que o Governo está aqui a dizer que está no caminho certo”.
Questionado sobre as datas para o arranque do projeto, Castro Almeida explicou que primeiro ainda têm de ser negociados os fundos europeus no próximo ano de 2027 e que talvez em 2029 esteja ativo.
“Nós vamos negociar os fundos europeus no próximo ano de 2027 e, portanto, eu diria que em 2029 estará completamente ativo”, disse, acreditando que a iniciativa da Câmara do Porto e da Universidade do Porto possa avançar a partir de 2029 com os fundos europeus.
Castro Almeida sublinhou a importância de apostar na competitividade das empresas em Portugal de forma a poderem pagar-se melhores salários.
“Tudo isto tem que se traduzir em bons salários no fim do mês. Temos que reter cá os jovens mais talentosos, não podem ter que sair do país e ir à procura de boas oportunidades de emprego. Temos que as criar em Portugal e isso é pelo lado da tecnologia, pelo lado da inovação, transformar o conhecimento das universidades em faturas nas empresas”.
O reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, afirmou na cerimónia que o projeto era do Porto para Portugal e de Portugal para o mundo e disse acreditar que o gGoverno não quer que esta ambição fique no plano do discurso.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, sublinhou o “impacto muito direto na cidade e no país” e o “grande contributo para a região da U.Porto e agradeceu ao ministro da Economia por ser um impulsionar de projetos e acreditar no PITCH.