Hospital São João no Porto prevê admissão a curto prazo de mais enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros exigiu, na terça-feira, soluções para a ULSSJ, onde diz faltarem profissionais sobretudo no serviço de urgência.

Setembro 16, 2026

A Unidade Local de Saúde São João (ULSSJ), no Porto, prevê a admissão, a curto prazo, de mais enfermeiros de forma a garantir uma maior capacidade de resposta às necessidades identificadas, avançou hoje a instituição.

Em resposta à agência Lusa, na sequência de um comunicado do Sindicato dos Enfermeiros que exigiu a entrada de novos enfermeiros nesta ULS, o conselho de administração disse estar comprometido em assegurar o cumprimento dos procedimentos e dos direitos legalmente previstos para os seus profissionais.

“A ULS São João tem vindo a reforçar os seus quadros de enfermagem, tendo já concretizado novas admissões, e prevê-se a entrada de mais enfermeiros a curto prazo, contribuindo para o reforço das equipas e para uma maior capacidade de resposta às necessidades identificadas”, lê-se na resposta.

Reconhecendo que “as necessidades em cuidados de saúde têm vindo a crescer e a assumir níveis crescentes de complexidade e diferenciação”, a ULSSJ elogiou ainda, “neste contexto crítico, o papel dos enfermeiros na resposta assistencial” desta unidade de saúde.

“A ULS São João está comprometida com o cumprimento dos direitos consagrados na legislação, nomeadamente no que respeita à parentalidade, procurando assegurar a sua plena concretização e, simultaneamente, garantir a resposta às necessidades assistenciais”, acrescenta.

O Sindicato dos Enfermeiros exigiu, na terça-feira, soluções para a ULSSJ, onde diz faltarem profissionais sobretudo no serviço de urgência, e quer que seja pago um subsídio de penosidade/risco.

“É manifesta a necessidade de reforçar os quadros, estando neste momento os enfermeiros que ali prestam serviço exaustos”, lê-se num comunicado enviado à agência Lusa, no qual o presidente da direção do sindicato, Luís Silva, considerou que “a falta de profissionais limita a organização do trabalho, obriga a uma sobrecarga de turnos e pode fazer perigar a qualidade do serviço prestado”.

Para o dirigente, que se reuniu já com o conselho de administração desta ULS, “a situação é especialmente grave nos enfermeiros que estão no serviço de urgência, que, pela sua especificidade, cria um desgaste maior”.

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