Investigadores do Porto desenvolvem tecnologia para “enriquecer” sorgo

O estudo é liderado por membros do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, em colaboração com o Carlsberg Research Laboratory.

Junho 16, 2026

Um estudo liderado por investigadores do CIBIO-BIOPOLIS, da Universidade do Porto, apresenta uma tecnologia genética que triplica os níveis de zinco no sorgo, permitindo enriquecer nutricionalmente este cereal sem lhe prejudicar o desenvolvimento.

O estudo liderado por membros do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, em colaboração com o Carlsberg Research Laboratory, mostra como “a modulação de um sensor molecular permite obter variedades de sorgo com o triplo dos níveis de zinco”, explica aquela instituição em comunicado hoje divulgado.

Na prática, estes resultados, mostram como “é possível biofortificar culturas agrícolas essenciais com precisão, respondendo de forma sustentável à carência global de micronutrientes na população humana”.

Esta resposta, sobretudo tendo em conta o impacto da carência de zinco no desenvolvimento humano, num contexto em que cerca de 30% da população mundial sofre de micronutrientes, segundo estima o estudo, vem da análise de um gene específico no sorgo, um dos cereais mais importantes do mundo, e das mais resistentes à seca.

A tecnologia “FIND-IT” permitiu encontrar plantas cuja variante de um sensor de zinco, naquele gene, permite induzir maior absorção e acumulação deste nutriente, triplicando o teor de zinco nos grãos.

“Este resultado exemplifica como a investigação fundamental em biologia de plantas, neste caso sobre a regulação molecular da nutrição vegetal, contribui para resolver problemas globais de nutrição humana de forma sustentável”, declarou Ana Assunção, uma das investigadoras, citada em comunicado.

O artigo, assinado por Liliana S. Silva, Ana Assunção, Soren Knudsen, Anko Blaakmeer e Feixue Liao, denota a primeira demonstração no sorgo com esta biofortificação em zinco, embora os investigadores procurem soluções idênticas para outras culturas agrícolas de grande consumo global.

Partilhar

Pub

Outras notícias