IP intervém em árvores junto à VCI no Porto para segurança de pessoas e bens

No total, a intervenção inclui a poda de 41 árvores localizadas na VCI (junto ao separador da A20), na zona da Rua de Maria Lamas, e sete choupos abatidos.

Fevereiro 24, 2026

A Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou uma intervenção em árvores “consideradas de maior risco” na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, informou hoje a autarquia que alerta que poderá haver condicionamento de trânsito até sexta-feira.

No total, a intervenção inclui a poda de 41 árvores localizadas na VCI (junto ao separador da A20), na zona da Rua de Maria Lamas, e sete choupos abatidos.

Em comunicado, a Câmara Municipal do Porto alerta que os trabalhos que iniciaram na segunda-feira implicam, até sexta-feira, condicionamentos temporários de trânsito e estacionamento na Rua de Maria Lamas e arruamentos adjacentes, entre as 08:00 e as 16:30.

“A decisão tem como objetivo garantir a segurança de pessoas e bens, quer para os utilizadores daquela artéria, quer para quem circula nesta área residencial. Até ao final de março, avançam as medidas de compensação exigidas pelo Município, com a plantação de novos exemplares arbóreos”, lê-se no comunicado.

Recordando que esta manutenção surge na sequência de episódios de queda de ramos e de preocupações manifestadas relativamente ao estado fitossanitário e biomecânico de vários exemplares, a autarquia refere que este património arbóreo é responsabilidade da IP e decorre de um processo técnico iniciado em 2024.

Em março desse ano, a IP iniciou o abate de cerca de seis dezenas de choupos naquela frente urbana, trabalhos que foram suspensos pela Câmara do Porto por não terem sido previamente comunicados ao Município.

Segundo revela hoje a autarquia, após a suspensão, e durante uma reunião técnica entre as duas entidades, a autarquia procurou perceber se todos os exemplares se encontravam em condições que justificassem o abate imediato e por que motivo não tinham sido previstas medidas de compensação e substituição faseada.

“Após essa articulação, a IP promoveu uma reavaliação técnica individualizada de cada uma das árvores, que foram objeto de análise visual detalhada, com registo em ficha própria das suas características dendrométricas, fitossanitárias e estruturais, bem como da probabilidade de rutura”, descreve a Câmara do Porto, segundo a qual o relatório resultante dessa vistoria, concluído em abril de 2024, propôs a poda de 41 exemplares, e o abate de sete árvores, que apresentavam fragilidades estruturais significativas.

Em outubro de 2024, a autarquia emitiu parecer favorável a esta solução técnica por considerar que as intervenções propostas permitiam preservar o maior número possível de árvores até à concretização do futuro projeto de beneficiação da via.

Lembrando que recentes condições meteorológicas adversas tornaram esta intervenção “mais premente”, a Câmara do Porto esclarece que a IP comunicou “agora” a calendarização dos trabalhos.

É ainda informado que a Câmara do Porto exigiu à IP a concretização imediata de medidas de compensação ambiental, nomeadamente a plantação de novos exemplares arbóreos, assegurando a reposição e qualificação do coberto vegetal nesta frente da cidade.

Caberá à autarquia “definir as espécies e os exemplares a plantar (com um número mínimo igual aos abates efetuados), de forma a assegurar uma adequada integração paisagística e arbórea, até ao final de março, sem prejuízo do futuro Projeto de Beneficiação da A20 (VCI), que prevê a instalação de barreiras acústicas e uma solução de integração paisagística”, lê-se no comunicado enviado à Lusa.

Fotografia: Jorge Garcia

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