“A História da Carolina” é inspirada na história real de Carolina Garcez, uma jovem acompanhada no IPO Porto que recebeu um transplante de medula óssea.

O IPO Porto e a artista Rita Rocha lançam, hoje, “A História da Carolina”, uma música inspirada na história real de uma jovem que recebeu um transplante de medula óssea. O projeto pretende aproximar os jovens da realidade da dádiva de medula óssea e sensibilizar para a importância de encontrar dadores compatíveis.
“A História da Carolina” é o título do single escrito e interpretado por Rita Rocha, a partir do encontro com Carolina Garcez, uma doente do IPO Porto que recebeu um transplante de medula óssea. O contacto foi promovido pelo Serviço de Terapia Celular do IPO Porto e permitiu à artista conhecer a história de Carolina e transformá-la numa mensagem de esperança e sensibilização.
A iniciativa resulta de uma colaboração entre o IPO Porto, Rita Rocha, Universal Music Portugal e Sons em Trânsito, com todas as receitas de streaming a reverterem a favor do IPO Porto. A letra e a música são de Rita Rocha e Pedro Marques, que assina também a produção. A mistura e a masterização são de Afonso Fidalgo e o videoclipe é realizado por Diogo Moreira.
A partir de hoje, “A História da Carolina” estará disponível nas plataformas digitais.
Ouça o single: https://ritarocha.lnk.to/HistoriaDaCarolina
Veja o videoclipe: https://youtu.be/dPEkNQ7rhE8
Através desta colaboração, o IPO Porto e Rita Rocha pretendem levar a mensagem da dádiva de medula óssea a um público mais jovem, recorrendo à música como forma de criar proximidade e despertar a atenção para uma realidade que pode estar à distância de uma inscrição.
“Quando falamos de dádiva de medula óssea, falamos de pessoas e de histórias concretas. A história da Carolina mostra-nos o impacto que um dador pode ter na vida de um doente. Queremos chegar aos jovens de uma forma próxima e falar-lhes numa linguagem que reconheçam. A música é, neste caso, uma ponte para essa mensagem”, refere Susana Roncon, Diretora do Serviço de Terapia Celular do IPO Porto.
“Escrever esta canção foi um dos maiores desafios que já tive. Não só pela importância do tema, mas pela responsabilidade de contar uma história que é tão real, tão delicada e que, no fundo, podia ser a de qualquer um de nós. Quando o IPO me lançou este desafio, sabia que queria escrever sobre a doação de medula, mas não sabia ainda como transformar um assunto tão complexo numa mensagem que chegasse realmente aos jovens. Foi depois de conhecer e ouvir a Carolina que tudo se tornou mais imediato. A história dela deu um rosto, uma voz e uma dimensão humana a algo que, por vezes, parece tão distante de nós. Acho fundamental o trabalho que o IPO Porto faz e sinto que todos devemos estar cada vez mais informados sobre a importância da doação de medula óssea. Porque isto não é uma realidade que pertence apenas a quem está doente. Pode ser nossa amanhã. Pode ser do nosso irmão, do nosso filho, dos nossos pais ou do nosso melhor amigo. É por isso que esta história não é só a história da Carolina. É a minha, é vossa e pode vir a ser a de alguém que ainda nem conhecemos. E talvez seja isso que mais me marcou nesta música: perceber que, às vezes, a diferença entre uma história ter um fim e continuar pode estar numa única pessoa que decidiu dizer “sim”. Quero muito que esta mensagem chegue aos jovens. Que os faça parar, pensar e perceber que podem fazer uma diferença gigante na vida de alguém. Que podem ser a razão pela qual alguém volta para casa, faz planos, cresce, se apaixona, tem filhos e continua a escrever a sua própria história. Estou muito feliz e muito grata pelo resultado desta canção e, sobretudo, por todas as pessoas que se juntaram a este projeto. Aos produtores, músicos, à minha editora, à minha agência e a todos os que deram o seu tempo, talento e coração para tornar esta música possível: obrigada. Esta era a história
Sobre a dádiva de medula óssea
A medula óssea é responsável pela produção das células sanguíneas e, em determinadas doenças graves, o transplante de células progenitoras hematopoiéticas pode constituir uma possibilidade de tratamento essencial. O CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células, Tecidos e Órgãos) é o registo nacional de potenciais dadores de células progenitoras hematopoiéticas, permitindo identificar pessoas geneticamente compatíveis com doentes que necessitam de um transplante. Podem inscrever-se pessoas saudáveis entre os 18 e os 35 anos, desde que não apresentem contraindicações clínicas. O processo inclui avaliação clínica e colheita de sangue para estudo da histocompatibilidade, mantendo-se o registo ativo até aos 55 anos.
Sobre Rita Rocha
Rita Rocha é umas das mais proliferantes vozes do panorama musical português, o seu percurso está marcado pela sua dedicação, originalidade e talento indiscutível. Deu-se a conhecer ao público em 2021 no The Voice Kids, ano em que editou o single de estreia, e agora platina, Mais ou Menos Isto.
Seguiram-se prestigiantes palcos e destaques, uma estreia com dois concertos esgotados, no Teatro Sá da Bandeira no Porto e no Capitólio em Lisboa. Em 2024, Rita Rocha passou à final do Festival da Canção com Pontos Finais e em fevereiro de 2025 lançou o seu álbum de estreia “8 ou 80”, um disco duplo que é um espelho de emoções e sentimentos, acompanhando o processo evolutivo da sua vida na transição de adolescente para jovem adulta. O disco tem colaborações com grandes nomes do panorama nacional: Pedro Abrunhosa, Carolina Deslandes, Diogo Piçarra, Pikika e Guga.
No dia 20 de março de 2026, subiu ao palco do Coliseu do Porto com sala lotada para apresentar o álbum “8 ou 80”. “8” foi o lado mais silencioso e introspetivo e o “80”mostrou o outro lado da mesma história: mais impulsivo, direto e irreverente.
Rita Rocha encontra-se a preparar o seu segundo álbum de estúdio, enquanto frequenta o curso de Medicina na Universidade da Beira Interior.