Festejos e buzinas por Lula fecham dia de manifestação no Porto.

Lula da Silva foi o candidato presidencial mais votado nas áreas consulares de Lisboa e do Porto na segunda volta, de acordo com os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Flávio Bolsonaro venceu em Faro.
Segundo os dados publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre a um quarto mandato, ganhou na área consular da capital portuguesa, Lisboa, onde se concentravam o maior número de votantes, com 19.420 votos, equivalente a 60,10%, contra 12.894 votos de Flávio Bolsonaro, correspondentes a 39,90%. Foram contabilizados 32.314 votos válidos.
O Presidente também venceu no Porto, com 13.435 votos, o equivalente a 60,13% dos votos válidos, contra os 8.910 de Flávio Bolsonaro, que perfazem 39,87% dos votos válidos. Foram contabilizados 22.345 votos válidos.
Já em Faro, a vitória foi dada ao filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que conseguiu 1.629 votos, 52,67%, e Lula da Silva obteve 1.464 votos, o que equivale a 47,33%. Foram contabilizados 3.093 votos válidos.
Mais de 158 milhões de brasileiros foram hoje chamados às urnas para a segunda volta da eleição presidencial disputada entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, num escrutínio altamente polarizado e em que os candidatos estão tecnicamente empatados nas sondagens.
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
O Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o mesmo adversário que tenta agora derrotar.
Em Portugal estão recenseados mais de 134.000 brasileiros que deveriam votar obrigatoriamente nas eleições presidenciais de hoje, nas mesas de voto disponíveis no país.
De acordo com a legislação brasileira, o voto é obrigatório para todos os cidadãos alfabetizados, dos 18 aos 70 anos, mesmo que estejam emigrados.
Em Lisboa estavam inscritos cerca de 79.000 eleitores, no Porto eram mais de 47.000 e em Faro perto de 9.000.
A capital portuguesa é o maior ponto de votação de brasileiros no estrangeiro e Portugal é o segundo maior colégio eleitoral no estrangeiro, atrás dos Estados Unidos da América.
Festejos e buzinas por Lula fecham dia de manifestação no Porto
Festejos e buzinas pela reeleição de Lula da Silva como presidente do Brasil pontuaram hoje os últimos momentos de mais um dia de manifestação na Praça D. João I, no Porto.
No local da Acampada, que arrancou a 10 de outubro, fez-se a festa assim que foi anunciada a vitória.
Muitos festejaram, abraçaram-se e entoaram gritos por Lula, e várias pessoas convidavam outras a “fazer o L” com a mão.
Vários carros passaram pelo local a buzinar, celebrados pelos manifestantes na praça, que permanece tranquila.
Pela 01:00, e sem tendas montadas, incluindo a cantina popular que ali funcionou durante várias horas, permaneciam no local apenas algumas dezenas de pessoas, que conversavam.
No local não havia presença visível das forças policiais.
Luiz Inácio Lula da Silva foi hoje reeleito na segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, com 51,75% dos votos, para o quarto mandato como chefe de Estado, e fez história como o primeiro candidato a vencer depois de ter perdido na primeira volta.
Lula da Silva conseguiu 63.388.523 votos, contra os 59.099.143 de Flávio Bolsonaro, quando estão contabilizadas 98,76% das secções de voto.
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda, e antigo sindicalista, é reeleito aos 80 anos, tendo conseguido inverter a desvantagem da primeira volta de mais de dois milhões de votos.
A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 31 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial, pedindo esclarecimentos ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro. O PSD, partido do Governo, e o Chega defenderam a atuação da polícia.