Maioria dos nós rodoviários pedidos pela Câmara de Gaia à IP vêm de mandatos anteriores

Os pedidos têm origem em mandatos anteriores, sobretudo nos primeiros do atual presidente, Luís Filipe Menezes, mas também do socialista Eduardo Vítor Rodrigues.

Março 19, 2026

A maioria dos nós rodoviários pedidos pela Câmara de Gaia à Infraestruturas de Portugal (IP) têm origem em mandatos anteriores, sobretudo nos primeiros do atual presidente, Luís Filipe Menezes, mas também do socialista Eduardo Vítor Rodrigues, consultou a Lusa.

Na terça-feira, o JN noticiou cinco propostas de nós rodoviários propostos à IP pela Câmara de Gaia, que anunciou uma “nova fase de mobilidade do concelho”.

Em causa estão estudos de viabilidade que remontam aos anos da primeira passagem de Luís Filipe Menezes à frente da autarquia (1997-2013), nomeadamente os projetos dos nós de acesso da Avenida D. João II (Via de Ligação [VL] 9) à autoestrada A44 (IC23) e do acesso do IP1 (A20) ao areínho de Oliveira do Douro.

De acordo com os documentos a que a Lusa teve acesso, o estudo da ligação da Avenida D. João II à A44 é datado de 2005 e o do acesso da A20 ao areínho de Oliveira do Douro de 2011, anos do primeiro período de 16 anos de Luís Filipe Menezes à frente da Câmara de Gaia, antes de ser novamente eleito presidente em outubro do ano passado, encabeçando a coligação PSD/CDS-PP/IL.

Nas propostas à IP, a autarquia defende que, no caso da ligação da Avenida D. João II à A44 (IC23), é “indispensável estabelecer as ligações possíveis para garantir melhorias na drenagem do trânsito, distribuindo os pontos de acesso ao IC23”, para “a otimização dos fluxos de tráfego entre a malha urbana e a rede de autoestradas” que atravessam o concelho, visando a “distribuição do tráfego de atravessamento” e o acesso automóvel “aos principais polos de atividade económica, equipamentos e zonas residenciais”.

Quanto ao acesso da A20 ao areínho de Oliveira do Douro, num estudo de reconfiguração do nó existente, o principal objetivo é “melhorar a acessibilidade local”, facilitando “o acesso à zona ribeirinha do rio Douro, reduzindo tempos de deslocação e aumentando a segurança rodoviária, perspetivando-se o desenvolvimento económico da zona” através da obra rodoviária.

Já os documentos referentes ao nó da Feiteira, junto à A1 em Grijó, são de 2023, quando o socialista Eduardo Vítor Rodrigues presidia à autarquia, e à IP a atual autarquia refere que junto ao “outlet” é necessário reformular as vias “com vista a completar o nó com todos os movimentos de acesso e saída à/da autoestrada”, com a construção de “ramos de entrada e saída” e de “uma nova rotunda a sudeste, bem como uma nova passagem superior sobre a A1, permitindo a ligação à rotunda atualmente existente a sudoeste”, assegurando “melhores acessibilidades à expansão da zona industrial existente” e à futura VL5.

A Câmara de Gaia apresentou ainda a proposta de um nó de acesso à malha urbana do lado poente da A1 entre o Fojo e Coimbrões, junto à quinta da Bela Vista, já que “o nó do Fojo e seus acessos encontram-se bastante congestionados, principalmente nas horas de ponta (…) provocando igualmente grandes constrangimentos na circulação da malha urbana envolvente”, como na Rua da Bélgica.

A autarquia argumenta ainda que “a área envolvente à Quinta da Bela Vista apresenta um crescimento urbano significativo, com aumento da procura de acessibilidade rodoviária eficiente à rede de alta capacidade”, pretendendo a autarquia “assegurar movimentos diretos de entrada e saída no eixo norte-sul da A1/IC1, para as ruas da Quinta da Bela Vista e de Entre Muros”.

A construção, a efetivar-se, “implicará a construção de uma nova Passagem Superior sobre a linha de caminho de ferro (Linha do Norte)”, aponta.

Por fim, a autarquia pediu ainda o desinvelamento da Estrada Nacional 222 em Avintes, junto à rua 5 de Outubro, incluindo a proposta uma “rotunda implantada ao nível dos arruamentos locais”.

O vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira, que tem o pelouro do espaço público, afirmou ainda à Lusa que a o projeto para alargamento para três faixas da A1 entre Santo Ovídio e Coimbrões “estará concluído no terceiro trimestre deste ano”.

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