Luísa Salgueiro garantiu que irão “fazer a contagem dos camiões que passam no concelho e avaliar o impacto que isso possa ter”.

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, comprometeu-se hoje a monitorizar os camiões que atravessam o concelho na sequência da proibição de circulação de pesados na Via de Cintura Interna (VCI), iniciada em 15 de setembro.
A questão foi levantada na reunião do executivo pelo vereador do Chega António Parada, que quis saber o impacto da proibição da circulação de pesados no concelho, no distrito do Porto, e exigiu a sua monitorização.
A 15 de setembro entrou em vigor a proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Vila Nova de Gaia na VCI entre as 07:00 e as 21:00 dos dias úteis.
Esta medida, que pretende aliviar o trânsito nesta artéria, aplica-se a veículos de mercadorias com peso bruto superior a 3.500 quilos, três ou mais eixos e altura igual ou superior a 1,1 metros, medida na vertical do primeiro eixo.
Segundo o vereador do Chega, a proibição de circulação na VCI “está a pesar a quem vive em Matosinhos”, porque há mais trânsito no concelho, o que complica os percursos de ida e volta para o trabalho.
“Deve ser criada sinalética nas vias de Matosinhos a proibir a circulação de pesados”, defendeu Parada, acusando a Câmara do Porto de “não respeitar a Câmara de Matosinhos”.
Em resposta, a socialista Luísa Salgueiro garantiu que irão “fazer a contagem dos camiões que passam no concelho e avaliar o impacto que isso possa ter”.
Em comunicado, após a reunião, o vereador afirmou que “se o Porto e Gaia não querem trânsito pesado na VCI, Matosinhos não pode ser o depósito dos problemas dos outros municípios”.
“Não podemos aceitar que se tomem decisões no Porto e em Gaia e que seja Matosinhos a pagar a fatura”, acrescentou.