Ministro da Administração Interna diz que intervenção policial no Porto foi legítima

O Movimento pela Habitação, que está em protesto no Porto desde sábado, na Praça D. João I, denunciou que durante a madrugada desta quinta-feira houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 37 dos participantes.

Outubro 15, 2026

O ministro da Administração Interna considerou esta quinta-feira legitima a intervenção policial na última madrugada, no Porto, e sublinhou a necessidade de “repor a ordem”, lamentando “qualquer incidente” na sequência da atuação das forças de segurança.

“Quando as ordens são legais e legítimas, devem ser executadas e devem ser executadas de acordo com a necessidade de repor a ordem, com essa necessidade e com essa adequação. E é isto que foi feito”, disse Luís Neves.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas, em Lisboa, à margem da sessão de tomada de posse do novo secretário-geral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, numa declaração sem direito a perguntas.

O Movimento pela Habitação, que está em protesto no Porto desde sábado, na Praça D. João I, denunciou que durante a madrugada desta quinta-feira houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 37 dos participantes.

Reconhecendo que o direito à manifestação “é um direito antigo, relevante e democrático”, Luís Neves ressalvou, no entanto, que “há lei e ordem que têm de ser cumpridas”.

“Lastimamos, como sempre, qualquer incidente e qualquer ferido que possa ocorrer no âmbito dessa natureza”, acrescentou, garantindo que o Governo está a acompanhar o tema, mas insistindo, por outro lado, que “a ação da PSP é uma ação estribada na lei e, por isso, legítima”.

Ouvido pela RTP à margem da mesma cerimónia, o diretor nacional da PSP, Pedro Moura, que tomou posse na quarta-feira, disse que houve necessidade de intervenção policial no Porto, mas considerou essa intervenção “proporcional” e disse que ainda não tem a confirmação do número de feridos.

Referindo que tem estado em coordenação com o comando metropolitano do Porto, adiantou que houve “muita calma” e que “foram falando com as pessoas”, uma vez que os manifestantes não podiam estar naquela praça além da meia-noite e meia e que também não é permitida a colocação de tendas naquele local.

Na sequência da intervenção policial nas manifestações pela habitação no Porto, o representante legal da organização da acampada adiantou à Lusa que vai apresentar queixa contra a carga policial desta madrugada.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse esta quinta-feira que a PSP se viu “forçada” a atuar, perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

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