Pedro Noronha Dias, um dos subscritores e morador daquela zona, explicou que o documento foi assinado por “cerca de 100 pessoas”, entregue no início de julho, e lamentou que a autarquia não tenha “previsto quaisquer tipos de lugares para quem reside, ou para cargas e descargas, ou para motociclos, ou bicicletas” quando definiu uma zona de coexistência naquela área da cidade.

Uma centena de moradores e comerciantes assinaram um abaixo-assinado para que sejam criados lugares de estacionamento reservado e de cargas e descargas numa zona de Massarelos, um pedido que a Câmara do Porto disse hoje estar a ser analisado.
Em causa está o quarteirão do Cais das Pedras, da Alameda de Basílio Teles e da Rua de Fonte de Massarelos, onde os residentes dizem haver uma “grave carência de ordenamento de estacionamento que afeta a sua qualidade de vida e viabilidade da economia local”, pode ler-se no documento endereçado ao presidente da Câmara do Porto e ao presidente da junta de Lordelo do Ouro e Massarelos, a que a Lusa teve acesso.
Os signatários queixam-se que os moradores são forçados a uma “busca constante e infrutífera” por sítio onde deixar os carros, que o pequeno comércio é “asfixiado pela inexistência de espaços regulados para a logística diária, essencial à sua sobrevivência”, que os poucos lugares existentes são utilizados durante o dia por utilizadores do Hospital de Santo António e da Porto Editora e que, durante as noites, os frequentadores de estabelecimentos de diversão noturna estacionam “de forma abusiva, bloqueando acessos e impossibilitando o descanso e a circulação dos moradores”.
À Lusa, Pedro Noronha Dias, um dos subscritores e morador daquela zona, explicou que o documento foi assinado por “cerca de 100 pessoas”, entregue no início de julho, e lamentou que a autarquia não tenha “previsto quaisquer tipos de lugares para quem reside, ou para cargas e descargas, ou para motociclos, ou bicicletas” quando definiu uma zona de coexistência naquela área da cidade.
“Não há sítios para estacionar ou para parar para quem ali reside e realmente coexiste. Além disso, os únicos lugares de estacionamento existentes, na Rua da Restauração, são lugares sem luz e estão constantemente a ser alvos de assaltos”, acrescentou.
Questionado se os frequentadores deste quarteirão não têm uma alternativa ao estacionamento à superfície, Pedro Noronha Dias afirmou que o parque de estacionamento mais próximo, no Palácio de Cristal, nem sempre constituiu uma “solução viável”.
“São 900 a 950 metros sempre a subir entre o Cais das Pedras e a primeira abertura do parque de estacionamento do Palácio Cristal. Ou seja, para quem tiver crianças é impossível que numa segunda-feira de manhã, antes de ir para a escola de baixo chuva – como é normal no Porto – consiga pegar em duas crianças e ir a pé durante um quilómetro de baixo da chuva para ir buscar o carro”, exemplificou, dizendo que o mesmo se aplica a pessoas idosas.
No abaixo-assinado, é pedido à autarquia que crie “lugares de estacionamento exclusivos para moradores no Largo do Adro e em todo o perímetro do Cais das Pedras, Alameda Basílio Teles e rua Fonte de Massarelos”, que reserve lugares para zonas de cargas e descargas em “pontos estratégicos” para apoio ao comércio local e que seja reforçada a fiscalização e o policiamento no quarteirão.
À Lusa, a Câmara do Porto disse ter conhecimento do abaixo-assinado e que este “encontra-se a ser devidamente analisado pelos serviços competentes”.