Funeral do músico realiza-se na sexta-feira.

O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.
O cantor Luís Represas comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.
Seguro chora morte de amigo e afirma que “Portugal, em dor, canta as suas canções”
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou hoje a morte do cantor Luís Represas, afirmando estar, em Cabo Verde, a chorar a morte de um amigo e um dos maiores artistas do país.
“Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções”, lê-se numa longa nota de pesar publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que “há vozes que não pertencem apenas a quem as canta”, mas “pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo”.
“Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa”, acrescenta.
No fim desta mensagem, o chefe de Estado refere: “Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica do Coliseu, no passado dia 21 de março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís… Talvez um dia te encontre…”.
PM lamenta morte de uma das maiores referências musicais do país
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, hoje aos 69 anos, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país, cujo óbito representa “uma grande perda”.
“Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de “sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente”, escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.
Luis Montenegro apresenta as suas “mais sentidas condolências”, à “família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra”.
O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.
Funeral do músico realiza-se na sexta-feira
O velório do músico Luís Represas está marcado para quinta-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, e o funeral realiza-se na sexta-feira, disse à Lusa fonte da agência que o representa.
Luís Represas, que estava a assinalar 50 anos de carreira, morreu hoje aos 69 anos em consequência de uma doença prolongada.
De acordo com aquela fonte, o velório na quinta-feira na Basílica da Estrela, em Lisboa, será público entre as 16:00 e as 22:30.
O funeral realiza-se na sexta-feira, depois de uma cerimónia religiosa às 15:00, naquela basílica, e é reservado à família.
Nascido em Lisboa, em 1956, Luís Represas foi um dos fundadores dos Trovante, em 1976, e o grupo permaneceu ativo até aos anos 1990, editando, por exemplo, “Baile no Bosque” (1981) e “Cais das Colinas” (1983), fortemente inspirados na música tradicional portuguesa.
Nas décadas seguintes, os músicos seguiram caminhos a solo e o grupo voltaria a reunir-se para alguns concertos esporádicos, nomeadamente em 1999, em 2006, em 2017 e em março passado, com atuações esgotadas em Lisboa e no Porto.
Luís Represas lançou-se a solo em 1993, com o álbum “Represas”, fruto de uma viagem a Cuba, onde foi gravado, e do qual fazem parte músicas como “Fora de Tempo”, “Neva sobre a marginal” e “Feiticeira”. O mais recente álbum, “Miragem”, é de 2024.
Da história de Luís Represas faz parte ainda o apoio à independência de Timor-Leste. A canção “Timor”, com música de João Gil e letra de João Monge, que vinha do álbum do grupo “Um destes dias” (1990), voltou a juntar os Trovante em 1999 e transformou-se num dos principais temas da luta que levou à independência timorense. A letra viria a ser traduzida para tetum, por Xanana Gusmão.
Represas foi convidado pelo então Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste, em 2000. Em 2016, seria condecorado com a Medalha da Ordem de Timor-Leste pelo Presidente Taur Matan Ruak.
Em 2005, foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.
Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown são alguns dos músicos com os quais Luís Represas colaborou.
O cantor estava a comemorar 50 anos de carreira e tinha anunciado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto para abril de 2027,