Nuno Cardoso diz ter doado ao presidente da Câmara do Porto ideia de enterrar AEP 

A reação de Nuno Cardoso surge após o anúncio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, da pretensão de “enterrar” a Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP) para ligar as duas margens que aquela via separa em Ramalde e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto.

Maio 13, 2026

O ex-autarca da Câmara do Porto Nuno Cardoso garantiu esta quarta-feira que a sua ideia de “enterrar” a Avenida AEP e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto foi “doada” ao presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.

Em entrevista à agência Lusa, após o anúncio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, sobre a pretensão de “enterrar” a Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP) para ligar as duas margens que aquela via separa em Ramalde e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto, Nuno Cardoso declarou que aquela que foi a sua ideia foi doada aos portuenses e a Pedro Duarte, que é o presidente que a vai desenvolver.

“Era uma ideia. Ideias há muitas. Os projetos são de quem os constrói. Neste momento, quem vai construir este projeto é o Pedro Duarte. (…) As ideias não têm direito de autor”, explicou Nuno Cardoso, destacando a “grandeza” de Pedro Duarte por pegar na ideia e transformá-la num projeto para todos os portuenses poderem usufruir no futuro.

Questionado pela Lusa sobre se era uma doação da ideia a Pedro Duarte, Nuno Cardoso afirmou que sim.

“O projeto agora é dos portuenses e do Pedro Duarte que é o presidente da Câmara [do Porto]”, declarou, explicando que Pedro Duarte “teve a amabilidade” de ir ter com ele num “domingo à tarde” para ouvir as explicações sobre a sua ideia e de “como era fácil fazer esse projeto”.

Para Nuno Cardoso, o projeto agora anunciado por Luís Montenegro e Pedro Duarte é comparável às declarações do antigo primeiro-ministro António Guterres em 1995.

“Lembro-me de apenas uma outra situação tão importante quanto esta [do projeto de “enterrar” a AEP e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto], no passado, que foi num discurso do primeiro-ministro, de tomada de posse como primeiro-ministro, de António Guterres, que disse em 1995, quando assumiu que o Metro de Porto era a obra pública mais importante no país”, recordou.

Para Cardoso, o projeto de transformar a zona industrial de Ramalde num projeto de zona económica do país, atrativa para empresas tecnológicas de todo o mundo que queiram entrar na Europa pelo Porto, pelo hub do Porto, “vai mudar a economia do Porto e do Grande Porto”.

“É um projeto fantástico, absolutamente crucial para fixarmos os nossos jovens talentos, em vez de os exportarmos, e, ao mesmo tempo, vamos fazer muita habitação e, portanto, é muito importante esse projeto”, destacou.

Enquanto candidato da coligação Porto Primeiro (NC/PPM) à Câmara do Porto nas autárquica de 2025, Nuno Cardoso propôs, a 12 de setembro, “enterrar a Avenida AEP por 70 milhões de euros, criando um parque na nova Zona Económica Especial Parque Ramalde, uma zona que se queria “muito atrativa para empresas de todo o mundo”.

O projeto, da autoria do arquiteto Martim Neiva, de José António Lameiras (número dois da candidatura) e do próprio Nuno Cardoso, visava “qualificar o espaço” da atual zona industrial

Luís Montenegro explicou, terça-feira, que a Zona Industrial de Ramalde vai passar por uma “reorganização urbana de todo aquele espaço” para o direcionar “para um potencial” que junte o que existe a novas utilizações, novos enquadramentos, designadamente com empresas tecnológicas.

Montenegro comparou estes planos ao projeto lisboeta “Parque Cidades do Tejo”.

As especificidades do futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto” foram reveladas por Pedro Duarte, que informou que o projeto vai alavancar a criação de “até 35 mil novos postos de trabalho”, mas também a criação de “até seis mil novas habitações para a classe média”.

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