A circulação na Via do Castelo do Queijo, que liga a Praça Gonçalves Zarco, no Porto, à rotunda da Anémona, em Matosinhos, vai ficar condicionada a partir de segunda-feira.

A circulação na Via do Castelo do Queijo, que liga a Praça Gonçalves Zarco, no Porto, à rotunda da Anémona, em Matosinhos, vai ficar condicionada a partir de segunda-feira devido às obras da segunda fase do metrobus, foi esta sexta-feira anunciado.
Em comunicado, a empresa Metro do Porto explica que a “empreitada de ligação entre a rotunda da Boavista e a rotunda da Anémona, por metrobus, vai entrar numa nova fase, com os trabalhos a incidirem agora na Praça Gonçalves Zarco (conhecida como rotunda do Castelo do Queijo) e na área envolvente”.
Assim, a partir de segunda-feira vão ficar suprimidas as duas faixas rodoviárias da Via do Castelo do Queijo que até aqui serviam para fazer a ligação até à Anémona, detalha a nota de imprensa.
A circulação nos dois sentidos do percurso entre as rotundas do Castelo do Queijo e da Anémona mantém-se, através das duas vias restantes, acrescenta o comunicado, que não revela durante quanto tempo a circulação permanecerá condicionada.
O projeto do metrobus representa um investimento global de 76 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o Fundo Ambiental e o Orçamento do Estado, conclui a nota de imprensa.
Em 18 de dezembro, os presidentes da Metro e da Câmara do Porto anunciaram que a segunda fase do metrobus do Porto, entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a Anémona, deverá estar pronta em agosto e haverá mais espaços verdes.
Relativamente às mudanças para a segunda fase do projeto, que incluem, na Avenida da Boavista, a manutenção do separador central junto ao Parque da Cidade e a circulação dos autocarros não em canal dedicado mas juntamente com os automóveis, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, disse que o corredor central poderá ser até alargado.
“Em toda essa zona vai ser respeitado aquilo que é o enquadramento paisagístico que já temos hoje na fase do Parque da Cidade, podendo mesmo alargar esse mesmo corredor central que está a ser fruído pelos portuenses através de uma ciclovia e de um espaço pedonal que é utilizado com muita frequência”, disse.
Segundo Pedro Duarte, “essa zona vai ser não só mantida, mas vai ser alargada até o cruzamento de Antunes Guimarães, portanto, também para a solução mais nascente”, afirmou.
Quanto às diferenças da fase 1 para a fase 2, haverá “um enquadramento dentro da Avenida da Boavista bem diferente da fase 1”, com “maior respeito” por um espaço “muito mais propício à convivência popular, ao usufruto comunitário por parte das famílias e dos portuenses, de um espaço que é de excelência” que o executivo quer “preservar e promover”, justificou o autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL.
Pedro Duarte disse ainda que, relativamente à fase 1 que entrará em operação em fevereiro, “infelizmente” já poderá fazer “pouco”, mas disse que haverá “um novo enquadramento paisagístico, garantindo alguns espaços verdes, garantindo, naquilo que é viável, até a nível dos passeios, um outro enquadramento com floreiras, com outro tipo de espaço verde”.
Quanto à junção do tráfego entre o metrobus e os automóveis, que ocorrerá tanto na Avenida Marechal Gomes da Costa como na segunda fase entre Antunes Guimarães e o Castelo do Queijo, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, acredita que a eficiência do novo sistema de transportes não será perdida.
“Naquilo que é a zona menos crítica que todos conhecemos em termos de circulação viária, que é o troço entre Antunes Guimarães e a rotunda do Castelo do Queijo, e também com a anuência e o acordo da STCP, parece-nos que a operação ali entre Antunes Guimarães e o Castelo do Queijo em via partilhada é muito menos penalizada do que nos outros locais”, considerou então Emídio Gomes.
O metrobus do Porto vai arrancar a operação no final de fevereiro, deverá ter um período experimental gratuito em março e, para iniciar e terminar o serviço, dará a volta à rotunda da Boavista.
A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, está concluída desde o verão de 2024 e as obras da segunda fase, suspensas pela nova administração da Metro do Porto em outubro, recomeçaram em 03 de novembro na Avenida da Boavista, entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura (Antunes Guimarães).
O metrobus do Porto será um serviço de autocarros a hidrogénio que ligará a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona (na segunda fase) em 12 e 17 minutos, respetivamente.