Paragens do metrobus de Matosinhos terão cobertura integral e STCP deverá operar serviço

Em causa estão 9,75 quilómetros, dos quais 1,2 na Maia, com 11 estações.

Maio 21, 2026

 As paragens do metrobus de Matosinhos terão cobertura integral, segundo documentos facultados pela autarquia à Lusa, e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) deverá operar o serviço, cujo concurso para autocarros já foi autorizado pela Assembleia Municipal.

De acordo com um desenho do projeto das paragens facultado pela autarquia à Lusa, é visível a cobertura integral dos cais de embarque, que terão “comprimento de 40 metros, acrescido de cerca de 10 metros da rampa de acesso”, segundo fonte da câmara liderada por Luísa Salgueiro (PS).

Na segunda-feira, a autarca revelou também, a propósito da aprovação, na Assembleia Municipal, do concurso público para aquisição de seis autocarros elétricos para operar o serviço (por 8,7 milhões de euros mais IVA), que a STCP “será, em princípio, o operador que vai ficar a gerir todo este sistema”, para o qual “já tem a experiência” do metrobus do Porto.

Em resposta à Lusa, a autarquia tinha já referido que “está neste momento em fase de conclusão o estudo de suporte à contratualização da exploração do sistema de metrobus, elaborado com apoio de uma consultoria externa”.

Quanto à aquisição dos autocarros, que seguirá agora “a tramitação subsequente de contratação pública”, a presidente da Câmara referiu que “está tudo acautelado para que os autocarros sejam entregues ainda este ano e, portanto, antes do “terminus” da empreitada”.

Luísa Salgueiro admitiu ainda que o calendário inicial da empreitada, dezembro de 2026, teve alterações, algumas da iniciativa da própria autarquia, relacionadas, por exemplo, com o Rali de Portugal, com as festas do Senhor de Matosinhos ou até com condições climatéricas em fevereiro.

A autarca referiu ainda que é necessário fazer uma obra em terrenos particulares (na Jomar, freguesia de Perafita) e que se aguardam pareceres da Infraestruturas de Portugal (IP) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre essa intervenção, que já deveria ter sido executada em abril “e ainda não começou”.

“Nós propusemo-nos a terminar a obra em dezembro deste ano mas temos mais margem. Não queremos usá-la, queremos acabar dentro do prazo, mas não existe aquela bitola do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] de poder perder os fundos. Mas nós estamos focados em cumprir prazos como nas outras empreitadas”, disse Luísa Salgueiro.

A socialista reconheceu, no entanto, que “há um desvio do prazo e também há, previsivelmente, trabalhos a mais de grande significado” para serem realizados.

“Estamos a aguardar ainda estudos de tráfego para garantir se não vamos ter de fazer mais do que tínhamos previsto”, apontou.

Luísa Salgueiro acrescentou ainda que, de acordo com os estudos, estão previstas seis milhões de validações por ano no serviço.

Em causa estão 9,75 quilómetros, dos quais 1,2 na Maia, com 11 estações: Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Leça da Palmeira, Veloso Salgado/Centro de Investigação Inovação e Incubação da Universidade do Porto, MarShopping, Jomar, OPO City, Mário Brito, Aeroporto, Botica e Verdes.

Estão previstos interfaces com o Metro do Porto no Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes.

O serviço terá uma velocidade média de 25 quilómetros por hora e perfis diferenciados de via, dividindo-se entre via dupla, via única bidirecional e inserção no trânsito banalizado, ou seja, não será um metrobus totalmente separado do restante tráfego.

Terá ainda uma “frequência de 15 minutos, quatro circulações por hora e por sentido, nas horas de ponta” e de 20 minutos “nos horários de menor procura”, com integração na rede tarifária Andante.

O percurso, que atravessará a ponte da Autoestrada 28 (A28) sobre o rio Leça, será feito com autocarros articulados elétricos de lotação mínima de 140 lugares.

A empreitada custa 23 milhões de euros e é financiada pelo Fundo de Transição Justa (FTJ) no âmbito do encerramento da refinaria de Leça da Palmeira.

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