A 10 de março, a Fenprof alertou para a persistência da falta de professores no sistema educativo. Segundo dados citados pela federação, só em fevereiro deste ano terão ficado por lecionar mais de 27 mil tempos letivos, afetando mais de 100 mil alunos.

O PCP do Porto considerou hoje “inaceitável” que mais de 20 mil alunos no distrito continuem sem aulas a todas as disciplinas, sugerindo que é consequência do “desinvestimento continuado na educação”.
Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP afirmou que os dados divulgados esta semana pela Federação Nacional de Professor (Fenprof) expressam “uma situação preocupante, consequência do rumo de desinvestimento continuado na educação e de desvalorização da carreira docente”.
Para o partido, é inaceitável que, quase no fim do segundo período letivo, continuem por preencher 162 horários em escolas do Porto, que garante estar a comprometer a educação de mais de 20 mil estudantes.
“São milhares de aulas que não se realizam, aprendizagens comprometidas e uma crescente desigualdade no acesso dos alunos – situação que se tem agravado ano após ano, com a falta de professores como um problema central do sistema educativo”, criticou o PCP.
Os comunistas alertaram ainda para os “graves problemas de défice” de assistentes operacionais, psicólogos e outros técnicos e para o que dizem ser mais de 30 edifícios escolares no distrito do Porto a “precisar de obras urgentes” e que os municípios “não têm condições financeiras” para as fazer.
“Trata-se de questões há muito conhecidas pelos sucessivos governos que, coniventes e responsáveis pela degradação do ensino público, abrem o espaço que alimenta o negócio privado, degradam a vida dos trabalhadores e acentuam desigualdades de acesso”, reclamaram.
A 10 de março, a Fenprof alertou para a persistência da falta de professores no sistema educativo. Segundo dados citados pela federação, só em fevereiro deste ano terão ficado por lecionar mais de 27 mil tempos letivos, afetando mais de 100 mil alunos.
Entre os distritos com mais horários por preencher destacam-se Lisboa (428), Faro (163), Porto (162), Setúbal (152) e Leiria (90).