Porto cria rede de centros de criação artística para residências temporárias

O espaço em questão é constituído por uma “white box” e uma “black box” e três estúdios/apartamentos.

Abril 16, 2026

A Câmara do Porto vai votar na terça-feira o arrendamento por cinco anos de um imóvel na Rua do Almada, dando início a uma rede de centros de criação artística destinados a residências temporárias, anunciou hoje o município.

O contrato determina o pagamento de cerca de 158 mil euros anuais à associação cultural Mala Voadora, por um período de cinco anos, tendo sido avaliado um preço para eventual aquisição, em caso de vontade das partes, refere o comunicado.

Com este passo, a autarquia pretende dar “início a uma rede de centros de criação artística destinados a residências temporárias de estruturas e projetos culturais e criativos”, assinala a nota de imprensa.

Entende o município que a rede de centros de criação artística “constitui uma das condições de base favoráveis ao acolhimento, radicação e trabalho regular de estruturas, coletivos e artistas individuais, práticas de experimentação, interação, capacitação, envolvimento comunitário e apresentação pública”.

Desta forma, continua o comunicado, “será possível promover uma oferta menos subordinada ou exposta às iniciativas de encomenda ou programação das estruturas municipais, evitando uma lógica de hiperprogramação pública municipal e favorecendo a liberdade e renovação artística e criativa no Porto”.

O espaço em questão é constituído por uma “white box” (espaço cénico ou expositivo minimalista, caracterizado por paredes brancas, iluminação neutra e ausência deelementos arquitetónicos decorativos) e uma “black box” (espaço de performance versátil, caracterizado por ser uma sala simples, retangular ou quadrada, com paredes e teto pintados de preto) e três estúdios/apartamentos.

Segundo a autarquia, após ter “desempenhado funções relevantes de residência artística, criação, mediação e programação da própria companhia de teatro, assim como de jovens criadores e estruturas sem espaço próprio de criação, o equipamento foi colocado no mercado no final de 2025”.

Sublinha o município que, ao manter o equipamento na esfera da atividade cultural, evitando outros destinos e usos, a câmara responde à carência de espaços tecnicamente habilitados e vocacionados para residências de artistas e estruturas criativas de curta, média e longa duração, designadamente nas artes performativas, integrando-o na futura rede municipal de centros de criação.

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