Porto investe 4 ME na modernização dos cemitérios Agramonte e Prado de Repouso

Os cemitérios de Agramonte e do Prado do Repouso já tinham sido alvo de obras em anos anteriores, para requalificação dos muros periféricos, reorganização de redes de infraestruturas e melhorias nas duas capelas.

Novembro 2, 2026

O município do Porto vai investir mais de quatro milhões de euros, no próximo ano, na requalificação, modernização e conservação dos cemitérios Agramonte e Prado de Repouso, e na criação de visitas guiadas aos espaços, anunciou hoje.

Segundo o município, no próximo ano, vão ser feitas intervenções nas “secretarias, balneários, instalações sociais para os colaboradores e instalações sanitárias”, com o objetivo de modernizar os espaços, mas também de os tornar mais acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida, tendo já adquirido viaturas para o transporte destes visitantes.

As empreitadas ficarão a cargo das empresas municipais GO Porto, Águas e Energia do Porto e Domus Social.

Os cemitérios de Agramonte e do Prado do Repouso já tinham sido alvo de obras em anos anteriores, para requalificação dos muros periféricos, reorganização de redes de infraestruturas e melhorias nas duas capelas.

Esta nova obra, “superior a quatro milhões de euros”, faz parte, segundo adiantou o município, da “estratégia municipal integrada que combina conservação patrimonial, modernização de infraestruturas, sustentabilidade ambiental e abertura à cidade”.

No que diz respeito à sustentabilidade, a câmara adquiriu viaturas elétricas para a recolha de resíduos e comprou também contentores de menores dimensões e compactadores para uma “recolha mais eficiente”.

Quanto aos resíduos em si, vai ser reforçada a reciclagem do papel, cartão, vidro, metais, resíduos verdes, velas e materiais inertes.

O município quer ainda, de acordo com a vice-presidente Catarina Araújo, citada na nota na página Porto., divulgar a arte, arquitetura e memória coletiva dos cemitérios Agramonte e o Prado do Repouso, com visitas guiadas, mapas-roteiros temáticos, conteúdos audiovisuais e instrumentos de interpretação do património.

“Queremos que os cemitérios do Porto continuem a ser lugares de respeito e recolhimento, mas também espaços onde se descobre a história, a arte, o engenho e as pessoas que ajudaram a construir a identidade da cidade”, sublinhou a vice-presidente do Porto.

Ainda assente na preservação, está a ser feito um inventário científico para identificar “os elementos patrimoniais de maior relevância, avaliar o respetivo estado e estabelecer prioridades de intervenção”.

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto vai ajudar a “delinear a intervenção nos espaços exteriores e o ordenamento paisagístico, incluindo a integração dos cemitérios na estrutura verde da cidade, assim como no estudo de soluções baseadas na natureza e medidas de eficiência hídrica”.

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