Porto passa a fechar ruas da zona da Batalha ao trânsito também ao sábado

Já desde 29 de março que não circulam carros aos domingos neste quarteirão.

Julho 9, 2026

O projeto “Porto na Praça”, em que é criada uma zona pedonal temporária em ruas no Centro Histórico aos domingos, vai passar a ser dinamizado também aos sábados a partir deste fim de semana, revelou hoje o município.

Segundo a Câmara do Porto, entre as 09:00 e as 19:00, aos sábados e domingos, o acesso automóvel passa a estar condicionado na zona da Praça da Batalha, Rua da Madeira, Rua de Santa Catarina e Rua 31 de Janeiro.

Já desde 29 de março que não circulam carros aos domingos neste quarteirão.

“O alargamento da iniciativa aos dois dias dos fins de semana reforça o foco na mobilidade ativa e sustentável na baixa da cidade, incentivando as deslocações a pé ou em modos suaves de transporte e aumentando o período de fruição do espaço público durante o dia”, pode ler-se no “site” da autarquia.

Durante aquele horário, é permitido, contudo, o acesso a propriedades e garagens por parte dos residentes e hóspedes de unidades hoteleiras.

“As operações de cargas e descargas devem ser obrigatoriamente realizadas fora do período compreendido entre as 09:00 e as 19:00”, acrescenta ainda.

Em 12 de fevereiro, em entrevista à Lusa, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), já tinha dito que queria limitar o trânsito automóvel no centro da cidade, mas “de forma ordeira e de forma gradual”, para ir “testando e para as pessoas também se irem habituando”.

“No curto prazo vamos começar já, e o primeiro caso será o da Praça da Batalha, que em alguns dias da semana – vamos começar talvez por fins de semana – vamos começar a limitar o trânsito automóvel”, disse então Pedro Duarte à Lusa.

Segundo o autarca, a mudança será faseada para que do “ponto de vista cultural as pessoas se vão acostumando a uma nova forma de viver a cidade”, cuja “qualidade de vida” é afetada pelo trânsito após “décadas consecutivas em que se incentivou (…) a utilização de carro individual”.

Frisando que não tem ilusões e que o problema do trânsito só será resolvido a médio prazo, “isso não significa que não haja medidas que tenham de ser tomadas no curto prazo”, afirmou o autarca, citando uma das suas “bandeiras” eleitorais, os transportes públicos gratuitos, que são “um sinal (…) para mudar do ponto de vista quase cultural, aquilo que é uma abordagem que as pessoas têm da mobilidade dentro da cidade”.

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