O chefe de Estado começa por referir a perplexidade que sente face a uma realidade em que é difícil entender “o mundo que está a ser construído” atualmente.

O Presidente da República assinalou hoje o Dia Internacional da Paz defendendo que esta se pratica “no gesto pequeno”, em respeito por quem “pensa de outro modo” no trabalho, em casa, no trabalho, na escola e na política.
“Porque a paz é um modo de estar com os outros, que se aprende e se pratica no gesto pequeno, no respeito por quem pensa de outro modo, na recusa da violência como forma de resolver diferenças. Se muitos optam pela guerra, a paz somos nós que a fazemos”, sustenta António José Seguro numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet.
O chefe de Estado começa por referir a perplexidade que sente face a uma realidade em que é difícil entender “o mundo que está a ser construído” atualmente.
“Depois de todo o desenvolvimento e de toda a aprendizagem de um século, que foi o mais sangrento da história da humanidade, com duas guerras mundiais, regressam, de forma alarmante, o domínio da guerra e a lei do mais forte”, escreveu.
Citando o Instituto de Investigação para a Paz de Oslo, Seguro sublinha que no ano passado “registaram-se 65 conflitos armados em 35 países, o número mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial”, e 245 mil mortos em combate, “um dos valores mais altos nas últimas décadas”.
“Assinale-se, igualmente, que os conflitos entre Estados duplicaram e atingiram o maior número em oitenta anos. Depois de décadas em que a guerra era sobretudo interna, regressam as guerras entre países. Nada indica que este ano seja muito diferente e, no horizonte, equacionam-se já guerras no espaço ou ameaças à sobrevivência da própria espécie”, aponta.
Neste quadro, o Presidente da República sublinha que a “necessidade de paz e de resolução pacífica de conflitos entrou” no dia-a-dia, “com outro tipo de desafios e de ameaças” e que “faz todo o sentido o mote escolhido pelas Nações Unidas para a comemoração deste ano do Dia Internacional da Paz: “investir na paz — para todos, em todo o lado, todos os dias””.
“O objetivo é a promoção de uma cultura de paz, por parte de cada um de nós, no trabalho, na escola, em casa e também na política”, frisa António José Seguro.