Proprietários limparam e reforçaram vedações do antigo hotel Nave no Porto

A autarquia esclareceu ainda à Lusa que não registou nenhum aumento de pedidos de ajuda de pessoas em situação de sem-abrigo na freguesia do Bonfim após a vedação do espaço, nem especificamente de pessoas que estivessem lá a pernoitar anteriormente.

Janeiro 28, 2026

Os proprietários do antigo hotel Nave, que em novembro era ocupado por dezenas de imigrantes, procederam ao reforço das vedações e da limpeza daquele espaço no Bonfim, como tinha imposto a Câmara do Porto, esclareceu hoje aquela autarquia.

Em resposta à Lusa, o município liderado pelo social-democrata Pedro Duarte informou que os proprietários daquele hotel, cujo edifício está devoluto há vários anos, “cumpriram integralmente” aquelas que tinham sido as medidas impostas, nomeadamente a limpeza do local, o reforço do fecho dos vãos, a vedação do logradouro com rede e a remoção de elementos da fachada suscetíveis de queda sobre a via pública.

Após estas intervenções, que decorreram com o acompanhamento do Serviço Municipal de Proteção Civil “desde a segunda semana de dezembro até 08 de janeiro”, a autarquia não recebeu “qualquer requerimento ou pedido de intervenção relacionado com o referido edifício” e os serviços municipais verificaram “não existirem sinais de intrusão no imóvel”.

A autarquia esclareceu ainda à Lusa que não registou nenhum aumento de pedidos de ajuda de pessoas em situação de sem-abrigo na freguesia do Bonfim após a vedação do espaço, nem especificamente de pessoas que estivessem lá a pernoitar anteriormente.

A 14 de novembro, o presidente da Câmara do Porto anunciou que ia notificar os proprietários do antigo hotel para limpar e vedar o espaço e que, caso não o fizessem, o município iria assumir os trabalhos e imputar-lhes os custos.

No início desse mês, o Repórter Sábado noticiou que o hotel Nave, que funcionou durante 60 anos, estava a ser ocupado ilegalmente por dezenas de imigrantes, tendo a população daquela freguesia denunciado um sentimento de insegurança.

Dizendo que a ocupação abusiva do espaço era inaceitável, Pedro Duarte ressalvou, à data, que a mesma representava um perigo para a saúde pública, na medida em que havia circunstâncias de potencial insalubridade, e um perigo de incêndio, particularmente com eletrocussões.

O presidente da Câmara do Porto salientou ainda que os serviços de Proteção Civil acompanhavam esta situação desde, pelo menos, 2022 e tinha havido uma interação com os proprietários que tinham tomado algumas iniciativas, ainda que suficientes.

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