PS quer atravessamentos desnivelados na Av. República para evitar acidentes com metro

A extensão da Linha Amarela até Vila d”Este abriu em junho de 2024, e a frequência do metro até Santo Ovídio chega a ser, em hora de ponta, de três em três minutos.

Maio 6, 2026

O PS de Gaia propôs à Câmara que retome os projetos de atravessamentos desnivelados sob a Avenida da República, para evitar acidentes com o Metro do Porto, disse o vereador João Paulo Correia à Lusa.

“Propomos que a Câmara faça aquilo que já está estudado, que são os atravessamentos desnivelados na Avenida da República”, disse hoje o vereador após a reunião privada do executivo, onde apresentou esta proposta, solicitando ao executivo que “os leve à prática até 2030”, algo que segundo o vereador, foi rejeitado.

Considerando que há “dois atravessamentos críticos”, o da Avenida Vasco da Gama, junto à estação de metro D. João II, e o da Rua de D. Pedro V, João Paulo Correia considera que “se esses dois atravessamentos fossem desnivelados o metro circulava com mais composições, circulava mais vezes, e nesses atravessamentos havia menos acidentes”.

Questionado sobre se uma solução possível prévia aos desnivelamentos ou alternativa não seria, por exemplo, a redução do número de atravessamentos automóveis da linha do metro, que são 13 ao longo de toda a Avenida da República, João Paulo Correia disse não poder dar “”luz verde” a essa hipótese sem saber o que é que isso impacta nos grandes atravessamentos”.

Hoje, houve mais um acidente com metro em General Torres, causado por um atravessamento indevido do canal ferroviário por um automóvel.

Em agosto de 2023, o então presidente da Câmara Eduardo Vítor Rodrigues (PS) disse que a autarquia estava a preparar, até fevereiro de 2024, o tráfego da Avenida da República para o aumento de frequências do metro, através de mudanças na semaforização e eventuais supressões de cruzamentos da linha.

“Estão em curso todos os estudos de mobilidade para assegurar maior velocidade no trajeto. Em alguns casos, isso passa pela alteração da temporização dos semáforos, noutros passará por eventuais supressões de cruzamentos, sempre no benefício do transporte público”, disse então Eduardo Vítor Rodrigues à Lusa.

 A extensão da Linha Amarela até Vila d”Este abriu em junho de 2024, e a frequência do metro até Santo Ovídio chega a ser, em hora de ponta, de três em três minutos.

O Plano de Urbanização da Avenida da República, finalizado em 2019, sugeria a reativação, para utilização rodoviária, do túnel ferroviário da Ponte D. Maria Pia e do túnel da Real Companhia Velha, e fazia também referência à construção de um novo túnel entre a Rua D. Pedro V e a Rua Raimundo de Carvalho para atravessamento da Avenida da República.

Segundo o cronograma do plano, datado de novembro de 2019, a reativação dos túneis e a construção de um novo entre a Rua D. Pedro V e a Rua Raimundo de Carvalho estava prevista para um prazo entre zero a cinco anos, portanto, até 2024.

Em face do contexto inflacionista na construção civil, “não há estimativa” quanto a custos para essas eventuais obras, “havendo apenas um estudo prévio”, segundo disse então Eduardo Vítor Rodrigues, mas antes da pandemia de covid-19, o plano apontava para 2,6 milhões de euros para a reativação do túnel da Ponte D. Maria Pia, 2,9 milhões para o túnel da Real Companhia Velha e 2,2 milhões de euros para o túnel entre a Rua D. Pedro V e a Rua Raimundo de Carvalho.

Num assunto também relacionado com o metro, e depois do presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) ter sugerido a atribuição de um nome de estações de metro aos arquitetos Eduardo Souto de Moura e Álvaro Siza Vieira, João Paulo Correia sugeriu também atribuir o nome de uma a Nuno Portas, “que foi quem idealizou aquela que é hoje a linha Rubi”.

O vereador do PS sugeriu ainda o desnivelamento da Estrads Nacional 222 sob a rotunda de Avintes, uma solução já apresentada pelo atual executivo à Infraestruturas de Portugal (IP) que, segundo João Paulo Correia, “não tinha na sua programação financeira esse investimento e a Câmara deixou cair”, propondo agora o PS que a Câmara “assuma a obra”.

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