Num comunicado enviado à Lusa, o PS/Gaia considera que este modelo configura “uma proposta de segurança de proximidade, de custo público reduzido”, respondendo “às necessidades de um território vasto e com realidades muito distintas, onde os relatos de insegurança se vão multiplicando”.

O PS de Vila Nova de Gaia vai propor, na reunião privada de executivo de terça-feira, a criação de uma rede de guardas-noturnos no concelho, face a “relatos de insegurança que se vão multiplicando” nas últimas semanas.
Num comunicado enviado à Lusa, o PS/Gaia considera que este modelo configura “uma proposta de segurança de proximidade, de custo público reduzido”, respondendo “às necessidades de um território vasto e com realidades muito distintas, onde os relatos de insegurança se vão multiplicando”.
“O PS propõe que a Câmara apoie o investimento inicial — fardamento, equipamento e cartão de identificação —, à semelhança do que fez o Porto”, refere o comunicado da concelhia presidida pelo vereador João Paulo Correia, considerando que tal “é um valor marginal à escala do orçamento de Gaia, mas é o que faz a diferença entre existir ou não existir este serviço no concelho”.
Os socialistas recordam que o guarda-noturno “é um profissional independente, remunerado por contribuições voluntárias dos moradores e comerciantes da sua área, pelo que não onera de forma estrutural o orçamento municipal”.
A proposta prevê que as áreas de atuação “sejam definidas com a auscultação das Juntas de Freguesia, das associações de moradores e das associações comerciais, e depois de ouvidas as forças de segurança, como a lei determina”, salientando o PS que “o município dispõe do regulamento necessário, pelo que basta à Câmara deliberar”.
Para os socialistas, “não se trata de substituir o papel das forças de segurança”, que “fazem um trabalho notável”, mas sim de “acrescentar aquilo que a lei prevê expressamente para as complementar: uma presença de confiança nas ruas durante a noite”.
Para o PS/Gaia, a figura do guarda-noturno “é segurança, mas é sobretudo comunidade — e é essa proximidade que nenhuma câmara de videovigilância consegue substituir”.
Os vereadores salientam que o concelho já conhece este serviço, uma vez que a partir de 2014 funcionou em Mafamude um serviço de guarda-noturno, que o então presidente da junta João Paulo Correia quer agora recuperar, enquanto vereador da oposição, para todo o concelho.
Os socialistas apontam também a exemplos de outros municípios, como o Porto, Gondomar, Matosinhos, Amadora, Cascais, Aveiro e Lisboa, com “serviços ativos ou em revitalização”.