A 26 de março, o jornal Público noticiou que o Governo deve vários milhões de euros ao Hospital da Prelada pela atividade prestada para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os deputados do PS perguntaram hoje ao Ministério da Saúde se deve 12 milhões de euros ao Hospital da Prelada, no Porto, tal como noticiado nas últimas semanas, e qual a justificação para tal dívida.
Numa pergunta dirigida àquele ministério, cinco deputados eleitos pelo Porto, nomeadamente Tiago Barbosa Ribeiro, João Torres, Joana Lima, Dália Miranda e Patrícia Faro, querem saber qual o montante exato em dívida e quando é que o Governo prevê regularizar a situação.
“Existem outras entidades do setor social ou convencionado em situação semelhante de atraso de pagamento por parte do Estado? Em caso afirmativo, qual o montante global em dívida”, questionaram ainda.
A 26 de março, o jornal Público noticiou que o Governo deve vários milhões de euros ao Hospital da Prelada pela atividade prestada para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O acordo de cooperação entre a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), que detém aquela unidade hospitalar, terminou em outubro de 2025 e ainda não foi renovado, revelou o diário.
A colaboração entre este hospital e o SNS remonta a 1988. Desde então, os acordos de cooperação têm sido sempre sucessivamente renovados, sem haver registos de atrasos semelhantes, acrescentou.
No documento, os socialistas assinalaram que o Hospital da Prelada desempenha um papel relevante no sistema de saúde, em particular na região Norte, assegurando complementaridade ao SNS em diversas áreas e contribuindo para a redução de listas de espera e para o acesso atempado a cuidados de saúde por parte dos cidadãos.
“O atraso prolongado no pagamento de serviços prestados pelo serviço social e convencionado ao SNS compromete não apenas a estabilidade das instituições envolvidas, mas também a confiança no funcionamento do próprio sistema e na relação entre o Estado e os seus parceiros”, consideraram.