O Campo Alegre passa a integrar a Rede 30 esta segunda-feira, numa nova fase da estratégia da Câmara do Porto para reduzir a velocidade do trânsito e aumentar a segurança na cidade.

A estratégia Rede 30 vai estender-se, a partir de segunda-feira, dia 20 de julho, à zona do Campo Alegre, nos núcleos habitacionais entre a Rua de António Cardoso e a Rua de Guerra Junqueiro, estando prevista a implementação de sinalização de trânsito vertical e horizontal na via pública. A medida, que tem como prioridade a segurança rodoviária e a redução da poluição, inscreve-se no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).
Depois de, no passado mês de fevereiro, o Município ter implementado esta estratégia de mobilidade entre a Avenida do Marechal Gomes da Costa e a Praça de Mouzinho de Albuquerque (Rotunda da Boavista), vai estender a medida à zona do Campo Alegre, tendo como propósito ver crescer o número de zonas na cidade com um limite de velocidade máximo de 30 km/h.
A expansão da iniciativa tem como propósito a promoção da segurança rodoviária em arruamentos com caraterísticas habitacionais, sem esquecer as preocupações ambientais, uma vez que a medida também prevê um decréscimo da poluição sonora e atmosférica, através da redução do ruído e das emissões de gases com efeito de estufa.
Além de possibilitar a criação de um ambiente de coexistência segura entre o tráfego automóvel e os modos de transporte suaves, nomeadamente os velocípedes, a estratégia Rede 30 fomenta uma pacificação do trânsito e uma hierarquização eficaz da rede viária, desincentivando o tráfego de atravessamento em zonas residenciais e escolares.
Iniciativa vai voltar a ser alargada
A medida será aplicada, em breve, a norte da Avenida da Boavista, designadamente entre o Foco e a Casa da Música, criando-se uma malha de arruamentos com velocidade reduzida alargada na Boavista, a norte e a sul da avenida com o mesmo nome.
A implementação da estratégia Rede 30 enquadra-se no PMUS, que foi recentemente apresentado numa sessão pública, no Teatro Municipal do Porto – Rivoli.
O documento assume-se como um pilar estratégico para o futuro da mobilidade na cidade, privilegiando o espaço público como um lugar de usufruto para a comunidade, no qual o uso dos transportes coletivos se sobrepõe à utilização das viaturas individuais.
Ainda que a efetivação dos transportes públicos gratuitos para todos os portuenses (que entrou em vigor no passado dia 10 de julho) se destaque como medida estruturante, o PMUS contempla propostas significativas que deverão ser materializadas ao longo dos próximos anos. Entre as quais, a criação de mais corredores BUS em diferentes zonas da cidade, a expansão das ZAAC e pedonalização gradual do centro da Invicta e a proibição de circulação de veículos pesados na Via de Cintura Interna (VCI), com vista à redução do tráfego.
Imagem: Andreia Merca