As linhas onde poderão existir condicionamentos são: 9001, 9002, 9003, 9015, 9018, 9021 e 9087.

A rede de autocarros Unir avisou esta sexta-feira os utilizadores de que poderão haver perturbações na operação em Vila Nova de Gaia devido às atuais condições meteorológicas adversas.
“As zonas do Areinho, Afurada, Cais e Marginal de Gaia estão particularmente afetadas, podendo ocorrer atrasos temporários”, especificou a Unir na sua página oficial na rede social Facebook.
As linhas onde poderão existir condicionamentos são: 9001, 9002, 9003, 9015, 9018, 9021 e 9087, revelou.
Lamentando os transtornos causados e pedindo a compreensão dos utilizadores, a Unir garantiu estar a acompanhar a operação em permanência para minimizar os impactos.
A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto.
“Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas”, explicou Pedro Cervaens.
O rio Douro transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas, sem causar para danos significativos.
Num ponto de situação à agência Lusa cerca das 06:45, Pedro Cervaens atribuiu a subida do caudal do rio Douro à chuva intensa que se fez sentir no interior norte de Portugal e em Espanha.
“Hoje o rio subiu até os 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência]. É a primeira vez que atinge esta cota tão alta. Portanto, já passou ali o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]. Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado”, disse.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.