Rui Pinto “bisou” e Mariana Machado fez o “tri” na São Silvestre do Porto.

Rui Pinto, do Sporting, e Mariana Machado, do Sporting de Braga, revalidaram os triunfos na São Silvestre do Porto, na 31.ª edição da prova, que contou com cerca de 18 mil participantes, de 55 nacionalidades.
No circuito de 10 quilómetros, com começo e conclusão na Avenida dos Aliados, Rui Pinto conseguiu o seu segundo triunfo, com o tempo de 28.48 minutos, uma marca que ultrapassa largamente os 30.01 minutos com que havia vencido a edição anterior.
O atleta do Sporting conseguiu destacar-se da concorrência de André Pereira (29.23 minutos), do Santo Tecla, e do benfiquista João Amaro (29.52), novamente terceiro, que fecharam o pódio no setor masculino.
Entre as mulheres Mariana Machado conquistou a prova pelo terceiro ano consecutivo, concluindo em 33.21 minutos, o mesmo tempo registado na última edição, superando Susana Godinho Santos (Recreio Desportivo de Águeda), com 33.44, e Mónica Silva (São Salvador do Campo), com 34.10.
À semelhança de anos anteriores, o evento integrou também uma caminhada de cinco quilómetros, sem fins competitivos.
Rui Pinto “bisou” e Mariana Machado fez o “tri” na São Silvestre do Porto
O fundista Rui Pinto disse ter cumprido um sonho ao revalidar a vitória na São Silvestre do Porto, enquanto Mariana Machado, que se sagrou tricampeã, lembrou que “não há duas sem três”.
Na 31.ª edição, que iniciou e terminou na Avenida dos Aliados, Rui Pinto conseguiu um bom avanço face à concorrência, ao contrário da prova transata, em que apenas se destacou no “sprint” final.
Com um tempo de 28.48 minutos, uma marca que ultrapassa largamente os 30.01 registados em 2024, o atleta do Sporting conseguiu alcançar André Pereira, do Santa Tecla, que apostou num ritmo alto na fase inicial, mas acabaria na segunda posição (29.23).
“A corrida deste ano acabou por ser melhor, até porque estou melhor fisicamente. Tenho de dar os parabéns ao André Pereira, que teve uma estratégia em que começou mais rápido e isso lançou a corrida. Senti-me bem, quando o alcancei decidi manter o ritmo e isso fez com que melhorasse a marca do ano passado”, analisou Rui Pinto, em declarações à agência Lusa.
Para o fundista, o ritmo que hoje impôs traz “bons indicadores para o futuro” e foi a “cereja no topo do bolo” para um ano que classificou como tendo sido muito positivo.
“É um sentimento indescritível. Sempre tive o sonho de ganhar esta prova, o facto de o conseguir pelo segundo ano consecutivo deixa-me ainda mais feliz. O ritmo que consegui atingir foi a cereja no topo do bolo. Este foi um ano incrível a nível profissional”, acrescentou.
Já Mariana Machado, que já havia vencido as últimas duas edições, revelou que partiu confiante para um novo triunfo, sentimento proporcionado pela sua rigorosa preparação para a prova portuense.
“Tinha vencido duas vezes e, como não há duas sem três, este ano tinha de ser a terceira. São muitos anos de preparação, eu fi-la e por isso hoje estava confiante. Conhecia bem o percurso, os pontos fortes e fracos das minhas adversárias. É um conjunto de todos estes fatores que me levou a vencer”, realçou à Lusa.
A corredora do Sporting de Braga concluiu 2025 da forma mais positiva, ano que considerou, em balanço, ter sido o melhor da carreira, apesar de assumir as dificuldades de “energia e motivação” inerentes ao período que seguiu a sua estreia olímpica, em Paris2024.
“Este ano começou muito bem, foi o meu melhor ano a nível desportivo. Bati o recorde nacional de 10 quilómetros, fui quarta no Campeonato da Europa [de Bruxelas, em abril]. Infelizmente, tive uma apendicite que me impediu de treinar durante um mês. Isso pesa para uma atleta que treina 12 vezes por semana. Mas fico feliz por ter voltado a vencer aqui e espero que seja um bom presságio para o próximo ano”, explicou.
Entre algumas presenças notadas esteve o antigo futebolista internacional português Pepe, uma das figuras mais acarinhadas pelo público, que se estreou na corrida, e enalteceu o ambiente em torno do evento.
“Terminei bem, não esperava fazer o tempo que fiz. Senti o carinho das pessoas durante o percurso. O mais importante foi todo este ambiente em torno do desporto e conhecer uma prova como esta, que fiz pela primeira vez. Gostei, não será a última, que eu gosto de desafios”, referiu.
Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, voltou a participar, destacando a magnitude da prova e a importância da mesma na promoção de estilos de vida saudáveis.
“Temos 18 mil participantes, de 55 nacionalidades, um recorde a nível nacional. O Porto merece uma prova desta magnitude, além de toda a sua importância na promoção da atividade física (…) Eu corro sempre que a agenda me permite, motivado por dois fatores: há a vertente física, mas também a mental”, disse à Lusa.