Segunda fase da obra do metrobus do Porto preserva 238 das 275 árvores existentes

A segunda fase do metrobus vai ligar a Avenida Marechal Gomes da Costa à Anémona.

Maio 19, 2026

A Câmara do Porto anunciou hoje que vai garantir a manutenção de 202 árvores e a transplantação de 36 de um total de 275 árvores durante a empreitada da segunda fase do metrobus.

De acordo com um comunicado divulgado hoje, o município pretende ainda plantar 452 novas árvores, prevendo que o projeto final contemple 690 exemplares.

A segunda fase do metrobus vai ligar a Avenida Marechal Gomes da Costa à Anémona.

A autarquia liderada por Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, dá conta de que os primeiros transplantes de árvores vão ter início na quarta-feira, em que “será deslocada uma magnolia grandiflora para junto do cruzamento com Rua Jorge Reinel e uma jacaranda ovalifolia para junto do cruzamento com a Avenida Dr. Antunes Guimarães, ambas perto do local onde se encontram atualmente”.

“O processo inclui, ainda, a transplantação de duas tilia platyphyllos, que se encontram junto ao estacionamento da Avenida do Parque, para o cruzamento da Avenida da Boavista com a Rua de Tanger e Avenida Dr. Antunes Guimarães. Dez ceiba speciosa irão passar para um local mais abrigado numa peça verde junto à Rua Baltazar Falcão e quatro metrosideros excelsa vão ganhar espaço junto à Praia das Pastoras”, acrescenta o município.

A 18 de dezembro, durante uma conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do memorando de operação da primeira fase (Casa da Música – Império), o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, afirmou que a obra da segunda fase deverá estar pronta em agosto e que haverá mais espaços verdes.

Nesse mesmo evento, relativamente às mudanças para a segunda fase do projeto, que incluem, na Avenida da Boavista, a manutenção do separador central junto ao Parque da Cidade e a circulação dos autocarros não em canal dedicado mas juntamente com os automóveis, o presidente da Câmara do Porto disse que o corredor central poderá ser até alargado.

“Em toda essa zona vai ser respeitado aquilo que é o enquadramento paisagístico que já temos hoje na fase do Parque da Cidade, podendo mesmo alargar esse mesmo corredor central que está a ser fruído pelos portuenses através de uma ciclovia e de um espaço pedonal que é utilizado com muita frequência”, disse à data Pedro Duarte.

Segundo o autarca, “essa zona vai ser não só mantida, mas vai ser alargada até o cruzamento de Antunes-Guimarães, portanto, também para a solução mais nascente”, afirmou.

A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, está concluída desde o verão de 2024 e a sua operação arrancou a 29 de fevereiro deste ano.

As obras da segunda fase, que chegaram a ser suspensas pela nova administração da Metro do Porto em outubro, recomeçaram em 03 de novembro de 2025 na Avenida da Boavista, entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura.

Um mês antes, a Metro do Porto tinha decidido fazer uma “paragem técnica temporária” da obra desta segunda fase do metrobus.

As obras da segunda fase do metrobus arrancaram em 22 de setembro de 2025, no corredor bus dedicado da Avenida da Boavista, no troço compreendido entre a Rua Jorge Reinel e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, e foram alvo de contestação, quer por parte de candidatos à presidência da autarquia, quer por populares, nomeadamente quanto ao abate de árvores.

O metrobus do Porto será um serviço de autocarros a hidrogénio que ligará a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona (na segunda fase) em 12 e 17 minutos, respetivamente.

O conjunto dos veículos e do sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros. Já a empreitada do metrobus custa cerca de 76 milhões de euros.

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