STCP muda seis linhas “para evitar sobreposições” com serviço do metrobus

Estão previstas alterações às linhas 200, 201, 203, 403, 502 e 504 a partir de segunda-feira.

Março 4, 2026

A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vai fazer alterações às linhas 200, 201, 203, 403, 502 e 504 a partir de segunda-feira devido à entrada ao serviço do metrobus e “para evitar sobreposições”, foi hoje divulgado.

De acordo com um comunicado enviado à Lusa, a STCP refere que, “após um período inicial de adaptação ao arranque do BRT (Bus Rapid Transit) [vulgo metrobus], a STCP inicia uma nova fase de reorganização da sua rede”.

Assim, “para evitar sobreposições” com o metrobus e “fortalecer a integração com a restante rede”, haverá alterações às linhas 200, 201, 203, 403, 502 e 504 a partir de segunda-feira.

A linha 203 (Marquês – Castelo do Queijo) “passa a integrar o Estádio do Dragão como novo polo estratégico, assegurando uma ligação direta entre a Boavista (Casa da Música), o Marquês e o Estádio do Dragão”.

“Mantendo a passagem pelo Marquês, a linha deixa de circular pela Rotunda da Boavista e reforça a regularidade do serviço”, permitindo, segundo a STCP, “reforçar e ligar diretamente três polos intermodais: Boavista <-> Marquês <-> Estádio do Dragão”.

Quanto à linha 200 (Bolhão — Castelo do Queijo), “beneficia de um reforço significativo da oferta”, com a frequência a passar “de 30 (20 em hora de ponta) para 15 minutos ao longo de todo o dia” e, durante a tarde, “entre o Bolhão e o Mercado da Foz, a frequência passa de 10 minutos para 7 minutos”.

Já as linhas 201 (Aliados – Viso) e 502 (Bolhão – Mercado de Matosinhos) terão um “ajuste de horários”, que “permite restabelecer os níveis de regularidade que foram condicionados desde o início das obras associadas à implementação do BRT, reforçando a fiabilidade da operação”.

Quanto à linha 403 (Boavista Casa da Música — Campanhã), no sentido Casa da Música “passa a servir o eixo do Campo Alegre, com alteração de percurso na zona de Massarelos, no sentido volta”, uma mudança que “aumenta as opções de mobilidade para os passageiros, criando ligações diretas às linhas 200, 204, 207 e 209, bem como às linhas 902 e 903, que asseguram a ligação a Vila Nova de Gaia”.

Por fim, a linha 504 (Boavista – Norteshopping) “passa a dispor de um percurso mais direto e rápido entre as paragens da Pasteleira e Cristo Rei”, uma alteração que “facilita a ligação ao BRT na paragem João de Barros, promovendo uma maior intermodalidade e simplificando as deslocações dos passageiros”.

Segundo a empresa agora presidida por Luís Osório, “a entrada em funcionamento do BRT marca uma nova etapa no sistema de transporte público, e esta reorganização é fundamental para garantir uma operação articulada e centrada nas necessidades dos passageiros”.

O metrobus é um autocarro a hidrogénio que circula desde sábado nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista (nesta em via dedicada) e o serviço entre Casa da Música e Império tem duração prevista de 12 minutos, com paragem nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros.

Para já, fica de fora a extensão serviço até à Anémona, com paragens em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras.

O conjunto dos veículos e do sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros, estando previsto que o hidrogénio seja produzido, a partir de energia solar, na estação de recolha da STCP na Areosa, também ainda em obras. Para já, o abastecimento será feito em São Roque da Lameira.

A empreitada no terreno custou cerca de 76 milhões de euros.

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