AMP desenvolveu mais de 9.000 inciativas no programa para as comunidades desfavorecidas

O balanço é apresentado hoje no Encontro “Lisboa e Porto: Duas Metrópoles, Transformar Territórios”, que decorre no LX Factory, em Lisboa.

Outubro 15, 2026

A Área Metropolitana do Porto (AMP) desenvolveu mais de 9.000 iniciativas no âmbito do programa para as comunidades desfavorecidas, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), segundo dados oficiais.

De acordo com dados da AMP, “no total, foram concretizadas 264 operações, promovidas por 55 entidades, abrangendo os 17 municípios da Área Metropolitana do Porto e diferentes áreas de intervenção, como a saúde e o envelhecimento ativo, a educação e a formação, a cultura, a participação comunitária, a inclusão digital, a capacitação das instituições e a inovação social”.

“As iniciativas incluíram também a qualificação de equipamentos, serviços e espaços, contribuindo para criar ou melhorar respostas destinadas às comunidades”, segundo a AMP.

O balanço é apresentado esta quinta-feira no Encontro “Lisboa e Porto: Duas Metrópoles, Transformar Territórios”, que decorre no LX Factory, em Lisboa.

De acordo com a entidade, “no conjunto dos projetos, foram registadas mais de 1,2 milhões de participações, situações de apoio ou beneficiações”, esclarecendo a AMP que o número “traduz a dimensão da intervenção realizada, mas não corresponde a 1,2 milhões de pessoas, uma vez que a mesma pessoa pode ter participado em várias atividades ou beneficiado de mais do que uma resposta”.

“Os dados disponíveis por idade mostram que as iniciativas abrangeram diferentes gerações: 50.424 participações foram de pessoas com menos de 25 anos, 49.125 entre os 25 e os 64 anos e 116.286 com 65 ou mais anos”, segundo a AMP, que vinca que “a presença significativa da população sénior reflete a importância de respostas relacionadas com o envelhecimento ativo, a saúde, o combate ao isolamento e a participação na comunidade”.

Por área, a “da saúde, qualidade de vida e segurança concentrou a maior parte da intervenção no âmbito das Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas, com cerca de 5.900 iniciativas num total de 9.224 atividades, o equivalente a 64% do total”.

“Destacam-se quase 4.000 iniciativas destinadas a combater o isolamento e a promover um envelhecimento mais ativo e saudável”, assinala a entidade liderada por Pedro Duarte, tendo sido também realizadas “cerca de 1.430 ações de promoção e educação para a saúde, além de cerca de 500 iniciativas relacionadas com a prevenção e o combate aos comportamentos aditivos e às dependências”.

Foram também desenvolvidas pela AMP “cerca de 700 iniciativas de educação para a cidadania e mais de 700 ações de formação dirigidas à população em idade ativa”, e “os projetos destinados a promover o sucesso educativo chegaram a mais de 118 mil pessoas da população escolar, através de iniciativas dirigidas a crianças e jovens e às comunidades educativas”.

Já os projetos de animação e criação cultural, artística e artesanal “registaram mais de 193 mil beneficiações, levando atividades culturais e criativas às comunidades”, incluindo-se ainda “projetos de inovação social, inclusão e desenvolvimento de competências digitais, bem como ações de formação dirigidas a associações, instituições e serviços públicos e sociais”.

“No conjunto, os projetos procuraram responder a diferentes necessidades das comunidades, desde o combate ao isolamento e a promoção da saúde à educação, formação, cultura e inclusão digital”, segundo a AMP.

Financiadas pelo PRR, estas intervenções procuraram responder a diferentes necessidades identificadas nos territórios, aproximando serviços, oportunidades e atividades das populações.

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