A iniciativa vai arrancar no mês de novembro e vai ser acompanhada por uma “avaliação de impacto”, num estudo desenvolvido com a Escola de Criminologia da Universidade do Porto e “implementada em articulação com a Junta de Freguesia [de Campanhã] e a Polícia de Segurança Pública (PSP)”.

A Câmara do Porto contratou segurança privada para o Bairro do Cerco, no âmbito da implementação de um “projeto-piloto de vigilância humana” para “reforçar a segurança e tranquilidade dos moradores” durante o período noturno, esclareceu hoje a autarquia.
A contratação para este bairro em Campanhã foi feita através da Domus Social, empresa municipal de habitação, pelo valor de 52.865,71 euros, e os “serviços de vigilância humana” foram adjudicados à Proteção Total — Segurança Privada — S.A..
À Lusa, fonte da autarquia explicou que a Domus Social vai implementar um “projeto-piloto de vigilância humana no Bairro do Cerco, com o objetivo de reforçar a segurança e a tranquilidade dos moradores, em particular durante o período noturno”, sendo que a vigilância decorrerá entre as 20:00 e as 08:00, incluindo os fins de semana e feriados.
Questionada pela Lusa sobre o que motivou a contratação deste serviço para o Cerco e se o mesmo acontecia em outros bairros municipais, a mesma fonte esclareceu que a escolha daquele bairro na zona oriental da cidade prende-se com o facto de ser o conjunto habitacional municipal “com maior número de residentes, permitindo que o projeto abranja um número mais significativo de pessoas”.
A iniciativa vai arrancar no mês de novembro e vai ser acompanhada por uma “avaliação de impacto”, num estudo desenvolvido com a Escola de Criminologia da Universidade do Porto e “implementada em articulação com a Junta de Freguesia [de Campanhã] e a Polícia de Segurança Pública (PSP)”.
“Os vigilantes estarão devidamente identificados e realizarão rondas ao longo da noite, abrangendo todas as entradas do bairro. Pretende-se, desta forma, reforçar a confiança dos moradores na utilização dos espaços comuns e contribuir para o seu bem-estar, em linha com as prioridades definidas pelo executivo municipal para a temática da segurança”, acrescentou ainda a autarquia.
De acordo com o caderno de encargos, consultado pela Lusa no portal de contratação pública Base, o contrato tem a duração de seis meses e a empresa de segurança privada deve, entre outras coisas obrigações, “assegurar a presença diária de dois vigilantes no bairro”, assegurar a “realização de três rondas em todas as entradas do bairro” e “elaborar um relatório de ocorrências relativo às irregularidades detetadas e submetê-lo ao contraente público no prazo de cinco dias úteis após a ocorrência”.