Câmara do Porto vai fazer estudo sobre utilização e acidentes com trotinetes

A proposta socialista surge na sequência da morte, no sábado, de uma mulher de 25 anos num acidente com uma trotinete elétrica.

Abril 21, 2026

A Câmara do Porto aprovou esta terça-feira por unanimidade, a elaboração de um estudo sobre a utilização de trotinetes elétricas e sinistralidade associada àquele meio e mostrou preocupação com a segurança de utilizadores e transeuntes.

Na reunião desta manhã, o executivo aprovou uma proposta do PS que prevê a elaboração daquele estudo para fazer a “recolha e sistematização de dados sobre a sinistralidade” associada àquele meio de transporte e a “identificação de boas práticas e a formulação de recomendações para reforço da segurança”.

A proposta socialista surge na sequência da morte, no sábado, de uma mulher de 25 anos num acidente com uma trotinete elétrica e foi aprovada depois de o executivo ter cumprido um minuto de silêncio e apresentado os pêsames à família da vítima.

“Parece-me razoável e pertinente a proposta apresentada (…). De facto, é necessário um debate à volta da utilização de meios suaves, que apresenta vantagens, mas a segurança de cidadãos e utilizadores sobrepõe-se”, afirmou o presidente da Câmara Municipal do Porto.

Para Pedro Duarte, “os benefícios dos meios suaves não podem pôr em causa a segurança individual”.

Também o vereador eleito pelo Chega, Miguel Corte Real, salientou o caráter “verdadeiramente impactante” da proposta: “Temos de estudar novas formas de mobilidade suave (…) mas, deixámo-nos deslumbrar com o quão agradável seria andarmos todos de trotinete”, disse.

Miguel Corte Real chamou a atenção para a necessidade de regulamentar o uso daquele meio de transporte porque, defendeu, “onde não há regras e não há planeamento, há sempre confusão”.

Na proposta, o PS salienta que “o uso de trotinetes elétricas tem registado um crescimento significativo nos últimos anos (…). Todavia, a sua utilização não está isenta de riscos, estando associada a um número crescente de acidentes rodoviários, alguns com consequências graves para a vida e a integridade física dos utilizadores e de terceiros”.

Segundo o PS, “não é plenamente conhecida a dimensão real desta sinistralidade” e os dados disponíveis das forças de segurança “são incompletos, na medida em que apenas refletem as ocorrências em que houve intervenção destas entidades”.

Ainda assim, evidenciam um crescimento acentuado do número de acidentes ao longo dos últimos anos, sendo particularmente expressiva a incidência no distrito do Porto.

Também os dados hospitalares se revelam insuficientes, uma vez que muitos episódios não são especificamente classificados como resultantes da utilização de trotinetes”, lê-se.

Desta forma, a autarquia quer que seja feita a “identificação de boas práticas e a formulação de recomendações para reforçar a segurança”.

No estudo a realizar, devem, segundo a proposta aprovada, participar “instituições do ensino superior e centros de investigação com trabalho nas áreas da mobilidade, engenharia, saúde pública e segurança rodoviária, as forças de segurança, unidades do Serviço Nacional de Saúde e outras instituições de saúde, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, operadores de mobilidade partilhada presentes na cidade”.

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