São destacadas as autoestradas A20, A44 e A1, com implicação direta decorrente das restrições de circulação, bem como a A43, A3, A1 (até ao nó com a A44) e A20 (até ao nó com a A44), que poderão registar implicações indiretas resultantes da redistribuição do tráfego.

A GNR considerou hoje “expectável” que se verifique um aumento do tráfego rodoviário nas vias alternativas à Via de Cintura Interna (VCI) após a entrada em vigor do novo regime para pesados, pelo que garante particular atenção.
Em resposta à agência Lusa, sobre medidas futuras de fiscalização e sensibilização após a entrada em vigor, às 07:00 de hoje, da proibição na VCI de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Vila Nova de Gaia, a GNR apontou quais as autoestradas que admite que poderão vir a sentir mais impacto.
“A Guarda Nacional Republicana informa que, decorrente da entrada em vigor da proibição de circulação de veículos pesados na VCI, é expectável que se verifique um aumento do tráfego rodoviário nas vias alternativas, algumas das quais sob responsabilidade da GNR”, refere esta polícia.
São destacadas as autoestradas A20, A44 e A1, com implicação direta decorrente das restrições de circulação, bem como a A43, A3, A1 (até ao nó com a A44) e A20 (até ao nó com a A44), que poderão registar implicações indiretas resultantes da redistribuição do tráfego.
Já a A41 constitui, refere a GNR, “igualmente uma das alternativas à circulação de veículos pesados”.
“Atendendo ao previsível aumento do fluxo rodoviário nestes eixos, a GNR estará particularmente atenta à evolução das condições de circulação, adequando a sua presença e o patrulhamento às necessidades verificadas no terreno, com especial enfoque na prevenção e mitigação da sinistralidade rodoviária e na promoção de uma circulação segura e fluida”, garante a GNR, salvaguardando que está “preparada para ajustar o seu dispositivo em função das necessidades operacionais que venham a ser identificadas”.
Entrou hoje em vigor a proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Vila Nova de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI) entre as 07:00 e as 21:00 dos dias úteis.
Esta medida, que pretende aliviar o trânsito nesta artéria, aplica-se a veículos de mercadorias com peso bruto superior a 3.500 quilos, três ou mais eixos e altura igual ou superior a 1,1 metros, medida na vertical do primeiro eixo.
De acordo com informação disponibilizada pela Câmara do Porto, existem exceções a esta proibição: os veículos abrangidos que tenham como origem ou destino os municípios do Porto ou de Vila Nova de Gaia, para operações de carga ou descarga nesses municípios, poderão circular na VCI, “desde que estejam previamente habilitados através da plataforma digital disponibilizada pelos respetivos municípios”.
Como alternativa à proibição de pesados na VCI, a CREP/A41 está isenta de portagens desde o início do ano.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, reconheceu que “não vai resolver o problema de trânsito na VCI”, mas que pode “ser um ponto de viragem” e ajudar enquanto não são implementadas novas medidas.
O autarca, que é também presidente da Área Metropolitana do Porto, revelou ainda ter enviado, no final da semana passada, um ofício ao ministro da Administração Interna a pedir fiscalização e presença de polícias no terreno.