O líder da FAP destaca o parecer favorável aquela atribuição por parte da Câmara Municipal do Porto, assinalando que o município destacou o papel da FAP como “interlocutora legítima e qualificada” na construção das políticas de juventude da cidade.

O presidente da Federação Académica do Porto (FAP) considerou hoje que estatuto de utilidade pública, atribuído pelo Governo em Diário da República na segunda-freira, “reforça a credibilidade” da instituição junto da comunidade.
Em comunicado, Francisco Porto Fernandes congratula-se com aquele reconhecimento e garante que a FA vai continuar “a ser uma voz ativa junto das Instituições de Ensino Superior e da Administração Central”.
Na segunda-feira, por despacho publicado em Diário da República, assinado pelo ministro da Educação, foi atribuído à FAP o estatuto de utilidade pública pelo prazo de 10 anos.
O líder da FAP destaca o parecer favorável aquela atribuição por parte da Câmara Municipal do Porto, assinalando que o município destacou o papel da FAP como “interlocutora legítima e qualificada” na construção das políticas de juventude da cidade.
“Há 36 anos que a FAP trabalha para melhorar as condições de vida dos jovens e estudantes do ensino superior, e, ao longo deste tempo, temos procurado promover a igualdade de oportunidades e contribuir ativamente para a vida académica, cultural e social”, afirma Francisco Porto Fernandes.
Segundo salientou, “muito do trabalho” da FAP “só é possível graças à Queima das Fitas do Porto, que continua a ser a nossa principal fonte de financiamento e que permite apoiar cada vez mais projetos com impacto social”.
“Com o estatuto agora reconhecido, ganhamos ainda mais capacidade para chegar a quem mais precisa”, lê-se.
Para a FAP “a atribuição deste estatuto vem reforçar a credibilidade institucional da FAP junto da comunidade académica, da região e do poder político, formalizando o serviço público que tem desenvolvido ao longo das últimas décadas”.
A FAP foi constituída a 8 de julho de 1989 e desenvolve a sua atividade no âmbito cultural, do desporto, da solidariedade social, do ensino, da cidadania e igualdade, e da juventude e representa mais de 80 mil estudantes de 26 Associações de Estudantes (AAEE) da Área Metropolitana do Porto, abrangendo os subsistemas público, particular, cooperativo e concordatário.
Entre os projetos que desenvolve atualmente, destacam-se o projeto Aconchego (desde 2004), “que combate a solidão de idosos através do alojamento de estudantes deslocados, criando uma relação de apoio mútuo”, o FAP no Bairro (desde 2010), desenvolvido em centros comunitários por estudantes universitários no Bairro do Carriçal e no Bairro Dr. Nuno Pinheiro Torres para “promover a igualdade de oportunidades junto de crianças e jovens em contexto de vulnerabilidade”.
Destaque também para o Polo Zero (desde 2016), um espaço multifacetado que funciona como sala de estudo e ponto de encontro para ações de participação estudantil, que, desde 2025 acolhe ainda o Espaço Cidadão, numa parceria com o Ministério da Juventude e Modernização e a Agência para a Modernização Administrativa.