Hotel encerra em Gaia após inundação

Mas, apesar dessa situação, não há danos em habitações, nem equipamentos.

Fevereiro 6, 2026

O coordenador municipal da Proteção Civil de Vila Nova de Gaia contou esta sexta-feira que o rio Douro galgou as margens em várias zonas do concelho, tendo um hotel encerrado devido a uma inundação no piso -1.

“O rio saiu do leite em vários sítios, nomeadamente em Crestuma, Arnelas, Areinho, Oliveira do Douro e Afurada”, especificou Rui Ribeiro.

Mas, apesar dessa situação, não há danos em habitações, nem equipamentos, assinalou.

O coordenador da Proteção Civil contou que a única situação que causou mais constrangimentos foi a inundação no piso -1 de um hotel à beira-rio.

Nessa sequência, o hotel, que não identificou, foi progressivamente encerrando ao longo da manhã estando, agora, fechado por decisão daquele, explicou.

Além de ter o piso -1 inundado, o acesso ao hotel fica condicionado sempre que há um aumento do caudal do rio, assinalou.

Questionado sobre os cuidados que a população deve ter, Rui Ribeiro sublinhou que a pulação que mora ou tem lojas comerciais perto do rio deve retirar os bens mais valiosos das zonas mais baixas para que, em caso de haver inundações, não haja estragos.

A isto, o coordenador da Proteção Civil apontou a necessidade de as pessoas não se colocarem em risco, adotando medidas de segurança.

“As pessoas têm sido avisadas e têm-se apercebido que o rio tem uma dimensão diferente de que a normal e vão tendo cuidado”, frisou.

Nas páginas oficiais das redes sociais da Câmara de Vila Nova de Gaia, liderada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes, não há hoje nenhuma indicação sobre locais inundados ou cuidados a ter, sendo a última publicação, quer no Facebook, quer no Instagram, o anúncio dos fins de semana gastronómicos no concelho em abril.

Antes desta publicação, e datada de quinta-feira, há uma que mostra Luís Filipe Menezes, acompanhado pelo presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, Fábio Pinto, a visitar as zonas inundadas.

Na legenda lê-se que o autarca esteve no terreno a acompanhar o desenvolvimento das cheias, na sequência do agravamento das condições meteorológicas e da subida do caudal do rio Douro.

A Lusa tentou contactar a autarquia para fazer um ponto da situação, mas sem sucesso.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Partilhar

Pub

Outras notícias