Na sequência das recentes tempestades e da forte agitação marítima verificadas em território nacional, os Municípios do Porto e Vila Nova de Gaia reforçaram a operação de limpeza das praias.

Na sequência das recentes tempestades e da forte agitação marítima verificadas em território nacional, a Porto Ambiente reforçou os meios humanos e mecânicos afetos à limpeza das praias do Porto, de forma a assegurar a rápida reposição das condições de segurança e qualidade ambiental, para a fruição plena destes locais.
Decorrente das condições meteorológicas adversas, foi registada uma acumulação significativa de resíduos na orla marítima, nomeadamente madeiras e lixo marinho, exigindo um reforço operacional no terreno.
Estas operações envolvem uma equipa de seis trabalhadores, um trator e duas carrinhas de carga para, de forma célere, repor a normalidade nos areais da cidade. Estas atividades decorrem nos cerca de seis quilómetros de frente marítima, e incluem as praias do Homem do Leme, Gondarém, Molhe, Ingleses e Carneiro.
As equipas no terreno asseguram limpeza manual e mecânica do areal, recolha e encaminhamento de resíduos, lavagem e desinfeção de acessos e passadiços, remoção de areias acumuladas e controlo de vegetação.
Recorde-se que este trabalho, apenas suspenso durante o período de alerta laranja do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), é realizado ao longo de todo o ano com uma periodicidade diária. Após temporais ou situações de agitação marítima acentuada, são desencadeadas intervenções adicionais, com recurso a mais meios humanos e mecânicos. Já durante a época balnear (junho a setembro), estas operações envolvem uma média de 15 trabalhadores por dia, sete dias por semana.
Paralelamente às operações de limpeza, a Porto Ambiente promove diversas campanhas de sensibilização ambiental, reforça a colocação de ecopontos durante a época alta, dinamiza ações de limpeza com voluntários e estabelece parcerias com escolas e associações, incentivando à adoção de comportamentos responsáveis e à necessidade de preservação do espaço público.
A Águas de Gaia começou esta quarta-feira a limpar as praias do concelho, num total de 17 quilómetros de área balnear, e os passadiços estão a ser reparados pela terceira vez desde novembro, devido aos efeitos do mau tempo.
“Desde novembro, já é a terceira vez, por exemplo, que estamos a refazer os passadiços junto ao Golfe de Miramar. (…) Faremos isso com toda a paciência, sempre. As pessoas habituaram-se a usar os passadiços”, explicou à Lusa o consultor daquela empresa municipal, Joaquim Poças Martins.
A limpeza das praias arrancou esta quarta-feira, em 17 quilómetros de extensão, com a remoção de troncos e a remoção de lixos, para o qual serão acionados, nos próximos dias, máquinas, como tratores, para intervenções de maior dimensão.
Além desta limpeza, está a ser estabelecida uma bolsa de voluntários para, em março, iniciar a recolha de plástico nas dunas, um processo “com pinças”, para preservar as dunas, apoiado e supervisionado por biólogos.
Para o Dia Internacional da Mulher, a 08 de março, está marcada uma sessão de limpeza com mulheres voluntárias, adiantou ainda Poças Martins.
Em comunicado, a autarquia gaiense destaca que nos primeiros dias de março arrancará uma intervenção de reparação do passeio na praia das Pedras Amarelas, um investimento de 75 mil euros para recuperar uma passagem interdita há seis anos.
“O que é que é inovador, pelo menos para nós, este ano? Vamos buscar as madeiras que estão na praia e depois serramos e pomo-las à disposição das pessoas. Portanto, para as pessoas levarem para casa essa lenha, para as lareiras, ou o que seja. É valioso porque a lenha é hoje cara. E, por outro lado, essa lenha, se as pessoas não as levassem, ia para aterro. Iam poluir, de facto. Eram consideradas como lixo. Portanto, a primeira coisa a fazer é serrar aqueles troncos que lá estão e pô-los à mão de levar”, salienta o consultor da Águas de Gaia.
A autarquia faz ainda um apelo aos munícipes para que colaborem a apanhar algum lixo mais pequeno, que possam “elas próprias catar algum daquele lixo” que vem do mar, carregando o município “duas ou três vezes por dia” esses resíduos.