Porto estuda possibilidade de linhas Circular e do Campo Alegre serem feitas por elétrico

Pedro Duarte explicou que já foi feita uma “prospeção de mercado” e que agora vão ser estudadas “diferentes soluções” para estas linhas.

Maio 13, 2026

A Câmara do Porto está a estudar a possibilidade de a Linha do Campo Alegre e de a Linha Circular, projetadas para metro, serem feitas por um “elétrico ligeiro”, revelou hoje o presidente da autarquia, Pedro Duarte.

Durante a reunião de executivo, o autarca explicou aos vereadores que durante a reunião de terça-feira com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com o seu homólogo de Lisboa, Carlos Moedas, os transportes públicos da cidade foram um tema e que, para além das novas linhas já em construção da Metro do Porto, falaram de “duas novas possibilidades”: “uma linha para Ermesinde” (Valongo) e encontrar soluções “mais rápidas na sua concretização” para a Linha do Campo Alegre e para a Linha Circular.

“Para estas duas soluções, propusemo-nos (…) a estudar soluções de um elétrico ligeiro – aquilo a que chamamos “tram” – que possa ser mais barato e mais rápido do ponto de vista da sua concretização. Ficamos de estudar essa matéria para podermos ter uma solução que ligue depois a toda a linha, porque a do Campo Alegre poderá ligar ao metrobus e ligar eventualmente à Galiza (…) e fechar um círculo”, especificou.

Apesar de “reconhecer as dificuldades [da construção] da Linha do Campo Alegre”, que foi projetada para o metro há mais de uma década e tem grande parte da via subterrânea, o vereador socialista Manuel Pizarro afirmou ter “bastantes mais dúvidas de que na zona entre a Boavista, Carvalhido e Paranhos seja possível uma solução à superfície”.

“Imagino que haja quem tem mais imaginação do que eu, mas não estou a ver por onde [o elétrico] vai passar”, acrescentou.

À margem da reunião, em declarações aos jornalistas, Pedro Duarte explicou que já foi feita uma “prospeção de mercado” e que agora vão ser estudadas “diferentes soluções” para estas linhas.

“Temos vários exemplos em cidades europeias. Uma delas pode ser o metro à superfície. Não é a mais provável – devo dizer – pela dimensão e pela falta de flexibilidade urbana que esse metro tem. E provavelmente vamos para soluções mais ligeiras, que nos permitam em espaços mais exíguos, como algumas destes que estamos a falar, ter outro tipo de flexibilidade. Portanto, aquilo que vemos em algumas cidades que normalmente se chama de “tram”, que têm outra possibilidade”, avançou.

Questionado sobre se as soluções estudadas podem incluir o metrobus, Pedro Duarte afirmou que sim, mas que a solução final “vai depender” desses estudos.

“A nossa ideia é ligar toda a rede, termos ligações em toda a rede. Se tivermos um dia a chamada Linha do Campo Alegre, a ideia é, através da futura Avenida Nun”Álvares, também poder eventualmente integrar essa avenida e depois, na Avenida da Boavista, haver uma ligação ao metrobus também”, concretizou.

Reiterando que a ideia é a rede de transportes públicos ser “o mais interligada possível”, o autarca não negou que poderá haver transbordo entre os meios.

Em 2009, o então presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, apresentou a Linha do Campo Alegre, para ligar Matosinhos Sul à estação de S. Bento.

Projetada no âmbito da proposta da 2.ª fase de desenvolvimento do sistema de metro ligeiro do Porto, a linha conta com uma extensão de 9,6 quilómetros, nos concelhos vizinhos do Porto e Matosinhos.

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