Para o PS/Porto essa decisão é “essencial para garantir acesso imediato a apoios extraordinários” e dar “uma resposta justa aos prejuízos” causados pelo mau tempo.

O PS/Porto defendeu esta quinta-feira que os municípios do distrito devem ser “abrangidos pela Declaração de Calamidade”, sendo essa decisão “essencial para garantir acesso imediato a apoios extraordinários” e dar “uma resposta justa aos prejuízos” causados pelo mau tempo.
“A Federação Distrital do Porto defende que todos os municípios do distrito — em particular os localizados nas bacias do Douro e do Tâmega — sejam abrangidos pela Declaração de Calamidade. Esta decisão é essencial para garantir acesso imediato a apoios extraordinários e assegurar uma resposta justa aos prejuízos sofridos pelas populações e pelo tecido económico”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.
No documento, o presidente da distrital, Nuno Araújo, considera que “não há espaço para hesitações: é tempo de agir com rapidez, coordenação e eficácia” em face dos fenómenos meteorológicos registados, mesmo que sejam “de natureza excecional”.
“Cheias, precipitação intensa e sucessivas depressões provocaram danos extensos em habitações, empresas, infraestruturas e equipamentos coletivos”, assinala no texto, confiando que “Governo da República responderá com determinação a este momento exigente”.
Para a distrital PS/Porto, “mais do que nunca, o país deve demonstrar que sabe proteger os seus territórios e não deixa ninguém para trás”.
“Saudamos o trabalho incansável dos agentes de proteção civil, dos funcionários municipais e de freguesia, dos serviços públicos, das instituições sociais, das empresas e de todos os cidadãos que, com enorme sentido de dever, têm estado na linha da frente da resposta a esta emergência”, refere o comunicado.
A distrital do PS/Porto manifesta ainda “total solidariedade com todos os municípios e populações atingidos pelas recentes intempéries”, estando “ao lado dos autarcas, empresários, agricultores, produtores florestais e dirigentes associativos, plenamente conscientes da dimensão dos prejuízos e do impacto profundo que estes acontecimentos estão a ter na vida das pessoas e na atividade económica”.
“Este é um tempo de união e responsabilidade”, frisa, posicionando-se “na primeira linha da mobilização para acelerar a recuperação, apoiar quem mais precisa e transformar esta adversidade numa oportunidade para reforçar a resiliência” do território, confiando que o distrito “saberá levantar-se — mais forte, mais preparado e com confiança renovada no futuro”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.