O município de Vila do Conde sublinha a importância de uma resposta coordenada entre os vários concelhos da região.

A Câmara de Vila do Conde defendeu hoje que a eventual gratuitidade dos transportes públicos na Área Metropolitana do Porto (AMP) deve ser alvo de estudo aprofundado e de uma abordagem conjunta entre municípios.
“A Câmara Municipal de Vila do Conde entende que qualquer decisão sobre a gratuitidade dos transportes públicos deve ser devidamente estudada, tendo em conta a sustentabilidade financeira da medida, o impacto na procura e a necessidade de garantir uma oferta de transporte público robusta e eficiente”, refere a autarquia, em resposta enviada à Lusa.
Em causa está a proposta da Câmara do Porto, liderada por Pedro Duarte, que prevê a criação de um modelo de transportes públicos gratuitos para residentes, com possibilidade de extensão à escala metropolitana e implementação já a partir do verão.
Perante este cenário, o município de Vila do Conde sublinha a importância de uma resposta coordenada entre os vários concelhos da região.
“Esta é uma matéria que precisa de uma abordagem articulada no seio da Área Metropolitana do Porto, envolvendo os 17 municípios, de forma a evitar desigualdades territoriais e a assegurar uma resposta integrada”, sustenta.
A autarquia liderada pelo socialista Vítor Costa alerta ainda que uma medida desta dimensão não pode ser tomada de forma isolada por um único município, tendo em conta os potenciais efeitos no equilíbrio do sistema de mobilidade metropolitano.
“Entendemos também que este é um processo que deve envolver o Governo, tendo em conta a dimensão financeira e estratégica de uma medida desta natureza”, defendendo uma “articulação estreita entre os municípios, a Área Metropolitana e a Administração Central”.
Segundo a autarquia vila-condense, só essa coordenação permitirá “garantir os recursos necessários e uma visão integrada para a mobilidade sustentável no território”.
A proposta da Câmara do Porto aponta para um custo anual máximo aproximado de 20,5 milhões de euros, que corresponde, em termos mensais, a um custo médio aproximado de 1,71 milhões de euros.
O modelo prevê que os residentes possam utilizar gratuitamente os transportes públicos em toda a AMP, através de um sistema assente na compensação financeira em função do uso efetivo.
A medida tem como objetivo incentivar a utilização do transporte público e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.