O presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, considera que a regionalização dificilmente acontecerá nos próximos quatro a cinco anos.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) afirmou hoje que a regionalização, à qual é favorável, não deverá avançar nos próximos anos por falta de consenso político.
“Temos que ser muito pragmáticos e ter consciência de que [a regionalização] não está na agenda política e, portanto, na atual legislatura não será concretizada com certeza”, disse Álvaro Santos na conferência “Coesão Territorial em Portugal e com a Europa”, organizada pela agência Lusa e pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no Porto.
Por esse motivo, o responsável considerou que nos próximos quatro a cinco anos a regionalização não deverá acontecer.
“Não creio que haja consensos políticos sobre essa matéria”, frisou.
Álvaro Santos reforçou que o foco da sua equipa está neste mandato e em alcançar resultados para promover o desenvolvimento da região Norte.
Além disso, o responsável assinalou o papel “insubstituível” que a CCDR-N tem não só na gestão dos assuntos comunitários, mas também na promoção do desenvolvimento regional e na articulação das políticas públicas.
Em março, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, considerou que a regionalização deve ser “um passo a ser dado” em Portugal.
Antes, em dezembro, a ANMP defendeu, no XXVII Congresso, que a regionalização é fundamental para acabar com um país “desigual e desequilibrado”, compatibilizando os interesses nacionais com os dos vários territórios.
Nessa ocasião, e na sessão de encerramento, o primeiro-ministro afirmou que a regionalização não vai ser tratada nesta legislatura porque “o tempo é inadequado e inoportuno” e é preciso “aprofundar a descentralização em curso”.