A decisão surgiu após uma proposta que tinha sido apresentada no início do mês de fevereiro pelos vereadores do Partido Socialista.

Os táxis vão poder utilizar o corredor onde circulam autocarros na Avenida Fernão Magalhães, no Porto, durante um período experimental de seis meses, foi esta quarta-feira revelado durante a reunião do executivo da câmara.
A decisão surgiu após uma proposta que tinha sido apresentada no início do mês de fevereiro pelos vereadores do Partido Socialista (PS) para que os 700 táxis que operam na cidade pudessem circular no Corredor de Autocarros de Alta Qualidade (CAAQ) da Avenida Fernão de Magalhães, mas que acabou por não ser votada para que os serviços municipais tivessem tempo para estudar a proposta.
Este CAAQ, que substituiu o anterior “corredor BUS”, foi criado após esta artéria ter sofrido uma intervenção de 5,3 milhões de euros em 2021 e, de acordo com o “site” do município, é destinado “ao uso exclusivo do transporte público e munido de um sistema de semáforos de última geração que prioriza a passagem dos autocarros em detrimento dos restantes veículos”.
Na reunião desta quarta-feira, o vereador com o pelouro da Mobilidade e Transportes, Hugo Beirão, anunciou que os serviços da autarquia conseguiram proceder à análise necessária e executar um projeto para que seja possível avançar com um periodo experimental de seis meses, findo o qual será avaliado o impacto da circulação dos táxis neste corredor.
Apesar dos socialistas terem inicialmente pedido que a proposta entre em funcionamento a partir do dia 01 de junho, Hugo Beirão ressalvou que essa data será apenas indicativa, não se conseguindo comprometer com uma data concreta.
Na proposta do PS, aprovada esta quarta-feira por unanimidade, os vereadores do PS consideram ser “difícil de compreender” que a utilização deste corredor esteja vedado aos táxis, que desempenham um “importante serviço económico com um acentuado cariz social, especialmente relevante para as muitas pessoas de idade mais avançada” que residem na cidade.
Os vereadores da oposição apontam ainda que, na realidade, vive-se uma “realidade híbrida”, uam vez que o CAAQ acaba por ser utilizado por operadores de táxi “motivados pela necessidade de melhor servir os seus utilizadores”.